Nesta quarta-feira (11), estão sendo organizados em todo o Brasil e nas embaixadas brasileiras de diversos países atos e vigílias pela liberdade do ex-presidente Lula, um preso político, condenado sem crimes nem provas.

Em Belo Horizonte, o ato está marcado para acontecer a partir das 17h na Praça Afonso Arinos, no Centro da capital.

A data foi escolhida porque o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar uma liminar sobre a constitucionalidade da prisão em segunda instância que pode beneficiar Lula. O ministro Marco Aurélio Mello disse à imprensa que vai pautar as duas Ações Declaratórias Constitucionais que estão desde dezembro no Supremo e não entraram na pauta de votação por decisão pessoal da presidente Cármen Lúcia.

Para Lula e para todos

A defesa da democracia e o respeito à Constituição Federal, que não admite a pena antecipada, sem o chamado trânsito em julgado, que garante a todo cidadão recorrer a todas as instâncias do Judiciário para reverter decisões injustas, são as bandeiras de luta que os manifestantes levarão para as ruas amanhã junto com o grito de Lula livre.

A Direção Executiva da CUT Nacional, reunida nesta segunda-feira (9), ressaltou, em resolução, que a participação de toda a militância CUTista na mobilização é fundamental nesse momento tão delicado pelo qual passa a democracia brasileira e a principal liderança popular do país.

Em Curitiba, o presidente da CUT, Vagner Freitas, disse que a melhor resistência à prisão política e arbitrária de Lula é organizar os trabalhadores e as trabalhadoras do Brasil para defender a liberdade do ex-presidente e, consequentemente, o fim dos ataques aos direitos sociais e trabalhistas.

“Nossos sindicatos têm de colocar na agenda do dia tanto a pauta tradicional de emprego, salário e trabalho, como a defesa irrestrita ao ex-presidente porque só com Lula livre impediremos que os retrocessos sociais e trabalhistas continuem atingindo todos os trabalhadores e trabalhadoras”, disse.

Fonte: CUT