Este domingo, 25 de novembro, marca o Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher. A data é alusiva à resistência e denúncia contra todo tipo de arbitrariedades que atingem as mulheres.

A Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Minas Gerais (Fetrafi-MG) apoia esse movimento.

Em todo o mundo, iniciativas de movimentos sociais e feministas buscam reduzir o quadro alarmante da violência doméstica: de acordo com o Ministério da Saúde, 47 mil brasileiras foram vítimas de feminicídio nos últimos dez anos. Destas, 74% são pretas ou pardas.

Os movimentos sociais e feministas têm se organizado para levantar discussões e se aproximar das mulheres vítimas da violência. Com plenárias ampliadas de participação coletiva e diálogo nas escolas, com o objetivo de fortalecer a autonomia das mulheres.

A lei Maria da Penha também tem contribuído bastante na proteção das mulheres, mas o número da vioência ainda é alarmante.

Os altos índices de feminicídios registrados, no Mapa da Violência de 2015 – Homicídio de Mulheres no Brasil, mostram que o país tem a quinta maior taxa de homicídio de mulheres do mundo (conforme dados da OMS, que analisou 83 países).

O Mapa da Violência mostra ainda um aumento de 54% de homicídios contra mulheres negras nos últimos dez anos.

Especialistas avaliam que uma forma importante para combater esse problema começa na educação das crianças, para que elas recebam, desde cedo, formações questionadoras e de estímulo a um raciocínio que as afaste de situações de violência.

Outro ponto importante e necessário inclui a participação masculina. A participação dos homens nesse processo é fundamental na luta contra o machismo e pelo fim da violência.

HISTÓRIA

A data ficou conhecida mundialmente devido ao episódio ocorrido, em 1960, com as irmãs dominicanas Pátria, Minerva e Maria Teresa, conhecidas como “Las Mariposas”, que lutavam por soluções para problemas sociais de seus pais e foram perseguidas, diversas vezes presas, até serem brutalmente assassinadas por agentes do governo militar.
O dia (25/11) foi escolhido durante o I Encontro Feminista da América Latina e do Caribe, realizado em Bogotá, na Colômbia, em 1981, em homenagem as três irmãs ativistas políticas e como inspiração para a luta por mais justiça social e por um mundo sem violência contra a mulher.
O Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres também é conhecido como “Dia Laranja”, por escolher esta cor como símbolo da luta.