Na manhã de hoje, quando completa um ano da morte de Marielle Franco, e num pedido de justiça às vítimas do rompimento da barragem Córrego do Feijão, em Brumadinho, há quase dois meses, cerca de 400 mulheres do Movimento Pela Soberania Popular na Mineração (MAM) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam a ferrovia, que transporta minério de ferro extraído de Sarzedo (MG), cidade vizinha à Brumadinho. O movimento era pacífico, apenas um pedido de Justiça por Marielle e pelas vítimas da Mineradora Vale. Mas a polícia reprimiu a manifestação com bombas e balas de borracha e pelo menos 11 militantes foram feridos . Na pauta estavam a violência da mineração predatória; a ameaça ao abastecimento de água à população gerada pelas mineradoras; a irresponsabilidade ambiental; os efeitos devastadores causados pelo atual modelo de mineração para as mulheres que vivem em territórios afetados; a sonegação da previdência e o não pagamento dos impostos sobre a extração mineral.
Fotos: Agatha Azevedo/MST