Nesta sexta-feira, dia 22 de março, Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), demais centrais e movimentos sociais vão às ruas de todo o país para lutar contra a reforma da previdência, que acaba com as chances de milhões de trabalhadores de se aposentar. É um esquenta para a greve geral que os trabalhadores vão fazer se Bolsonaro insistir em aprovar essa reforma perversa.

Em Belo Horizonte, as lutas seguem intensas desde a Greve Geral de 2017, que mais de 40 milhões de trabalhadoras e trabalhadores foram às ruas e impediram que a reforma fosse aprovada no Congresso.

Com seminários, plenárias, paralisações, debates e outras ações, a luta continuou e se potencializou a partir do dia 20 de fevereiro, quando o projeto foi apresentado na Câmara dos Deputados. Neste mês, o combate à reforma foi uma das pautas das manifestações do Dia Internacional de Luta das Mulheres, que, no dia 8, ocupou as ruas do Centro de Belo Horizonte com milhares de pessoas.

Nesta semana, com mobilizações conjuntas, centrais e dos movimentos sociais, estarão durante todo o dia na Praça Sete, para esclarecer trabalhadoras, trabalhadores, aposentados, a população em geral sobre os efeitos nefastos da reforma da Previdência. A panfletagem, o diálogo com a sociedade e até mesmo as projeções de como o projeto vai inviabilizar a aposentadoria estão sendo feitos.

Na sexta-feira (22), vai acontecer, a partir das 17 horas, um ato convocado pelas centrais, movimentos sociais, Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo rumo à Greve Geral.

Ao contrário do que diz o governo Jair Bolsonaro (PSL), a reforma da Previdência não vai garantir a aposentadoria das gerações futuras nem da atual, vai restringir o acesso à aposentadoria e reduzir o valor dos benefícios, em especial dos trabalhadores mais pobres.

Se o Congresso Nacional aprovar o texto da Proposta de Emenda Constitucional (PEC 06/2019) milhares de trabalhadores e trabalhadoras não vão conseguir se aposentar e muitos se aposentarão com benefícios de menos de um salário mínimo. E os que já estão aposentados terão o valor dos benefícios achatados. A reforma de Bolsonaro é muito pior do que a do ilegítimo Michel Temer (MDB).

A PEC impõe a obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres) se aposentarem, aumenta o tempo de contribuição de 15 para 20 anos para receber benefício parcial e acaba com a vinculação entre os benefícios previdenciários e o salário mínimo. Isso significa que os reajustes dos aposentados serão menores do que os reajustes dos salários mínimos. E mais: a reforma de Bolsonaro prevê que a idade mínima aumentará a cada quatro anos a partir de 2024. Ou seja, a regra para que um trabalhador possa se aposentar no futuro poderá ficar ainda pior.

ATOS EM MINAS GERAIS:

  • Belo Horizonte– às 17h tem ato na Praça Sete. Na parte da manhã, sindicalistas e militantes percorrerão com carro de som dois bairros populosos da capital – Barreiro e Venda Nova – explicando as perversidades da reforma de Bolsonaro e fazendo panfletagens.
  • Montes Claros, 16h – Ato na Praça Dr. João Alves (Praça do Automóvel Clube)
  • Cidade de Timoteo– Ato às 17h, na Praça 1º de Maio 
  • Coronel Fabriciano– Ato às 9h, Praça da Rodoviária
  • Ipatinga– Ato às 14h, na Praça 1º de Maio
  • João Monlevade– Ato a partir das 9h, na Praça do Povo
  • Ouro Preto– panfletagem 

Fonte: CUT-MG