Delegadas e delegados da CAIXA e do Banco do Brasil, eleitos em suas unidades, tomaram posse na segunda-feira (18) para um mandato de um ano, e participaram de um seminário realizado no hotel Dayrell, em Belo Horizonte.

Na pauta, as reformas trabalhista e da Previdência, a inflação e a organização nacional da categoria.

A presidenta da Fetrafi-MG/CUT, Magaly Fagundes compôs a mesa de abertura, que teve também o presidente da Contraf-CUT, Roberto Von der Osten, o presidente da APCEF-MG, Paulo Roberto Damasceno, o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB e diretor do Sindicato, Wagner Nascimento, e o diretor de Administração e Finanças da Fenae, Cardoso.

O primeiro painel do seminário tratou da reforma trabalhista aprovada pelo Congresso e de suas consequências para os trabalhadores brasileiros, em especial bancárias e bancários. Para tratar do tema, estiveram presentes as doutoras Giovana Meireles e Isabel Alves.

Em suas falas, as advogadas chamaram a lei 13.467 de uma “contrarreforma trabalhista”, deixando claro que ela representa um retrocesso e que nenhum de seus pontos é benéfico aos trabalhadores. Na realidade, explicaram as advogadas, a lei desloca o princípio do direito do trabalho como proteção aos trabalhadores para proteger as empresas, permitindo que elas imponham seus interesses em troca dos empregos.

Em seguida, o advogado Ítalo Nicoliello falou sobre a Reforma da Previdência e destacou que o Brasil se tornou um laboratório para o capital internacional, no sentido de promover políticas que são totalmente restritivas de direitos.

Explicando a reforma proposta por Temer e o texto modificado na Comissão Especial formada no Congresso, Ítalo afirmou que esta é uma reforma mais difícil de ser aprovada, por se tratar de uma emenda constitucional e em decorrência da crise política instalada no país e seu grande impacto social.

Já o diretor de Seguridade da Previ, Marcel Barros, falou aos participantes sobre a previdência em um sentido mais amplo. Para ele, antes de discutir se a Previdência é superavitária ou deficitária, é necessário pensar em que modelo de previdência queremos para o Brasil. Segundo ele, a reforma proposta pelo governo ataca diretamente o regime geral de Previdência enquanto protege regimes próprios, como os de militares e juízes.

O seminário teve também um painel para esclarecer delegadas e delegados sobre questões como inflação, custo de vida, reajustes salariais e negociações coletivas. Os temas foram tratados pelo economista e técnico do Dieese, Frederico Melo.

E o último painel do seminário tratou do histórico de lutas e de organização nacional da categoria bancária. O presidente da Contraf-CUT, Roberto Von der Osten, fez um panorama histórico da construção do movimento bancário no Brasil e da criação do Comando Nacional dos Bancários, responsável hoje pelas negociações com os bancos.

“Nenhum outro movimento de trabalhadores no Brasil tem a capacidade de organização e mobilização nacional que nós temos. Diante de todas as dificuldades e da conjuntura de ameaças que enfrentamos, vamos nos mobilizar para defender nossos direitos. Só a luta nos garante”, afirmou Roberto Von der Osten.

Fetrafi-MG com informações de Sindicato dos Bancários de BH