Chamados a vestir preto em protesto contra os cortes de remuneração impostos pelo Banco do Brasil, bancárias e bancários de Belo Horizonte mostraram sua indignação nesta quinta-feira, 6. Os trabalhadores também se preparam para um Dia Nacional de Luta que será realizado em 12 de fevereiro.

Por meio do programa “Performa, anunciado no último dia 3, o BB reduziu o piso de função de praticamente todos os cargos, exceto da alta cúpula do banco. Todos os funcionários e funcionárias que tiverem ascensão profissional ou forem nomeados pelos novos cargos terão rebaixamento de salário desde a data de anúncio.

A medida unilateral e agressiva pegou todos de surpresa e gerou revolta e indignação em todos os setores do banco, incluindo técnicos e gerentes.

Na área negocial, o banco acabou com o cargo avançado para os gerentes de Relacionamento, que era um crescimento salarial após obtenção de certificações e de cumpridos dois anos no cargo.

O Sindicato dos Bancários de BH e Região fez reuniões em diversos setores internos e unidades de negócio da capital, debatendo sobre a reestruturação e chamando os funcionários para o Dia Nacional de Luta de 12 de fevereiro.

“Não há precedente, na história do banco, de um rebaixamento de remuneração envolvendo todos os funcionários. A argumentação do BB, de que uma consultoria orientou os cortes para adequar ao mercado, não convence ninguém. O Banco do Brasil criou mais uma inovação, que é o funcionário subir de cargo para ganhar menos”, criticou Wagner Nascimento, diretor do Sindicato.

Além do rebaixamento nas remunerações, haverá também impacto negativo na arrecadação para a Cassi e na contribuição do banco para a Previ, FGTS e INSS, uma vez que o pouco que subiu no percentual de remuneração variável não compensa a perda na remuneração fixa.

“Além de tomar uma medida drástica e sem precedentes em sua história, o Banco do Brasil não aceita qualquer tipo de negociação sobre o tema com a Comissão de Empresa dos Funcionários. Sem uma forte mobilização no dia 12 de fevereiro, dificilmente será possível mudar alguma coisa”, afirmou Luciana Bagno,  diretora do Sindicato e representante de Minas Gerais na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região