Está internada em estado grave, a mulher que foi baleada na cabeça durante o ataque de uma organização criminosa a uma agência bancária de Uberaba, no Triângulo Mineiro.

A vítima, que não teve o nome divulgado, passou por cirurgia e está internada no Hospital Escola da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Lá, também está um outro morador baleado na perna. Um homem, de 57 anos, morreu depois de sofrer um infarto durante a ação da quadrilha. Segundo o Corpo de Bombeiros, o tiroteio ainda em andamento e obstáculos colocados nas vias dificultaram o atendimento rápido.

O ataque à agência do Banco do Brasil, à Avenida Leopoldino de Oliveira, no centro de Uberaba, ocorreu por volta das 4h da madrugada, por uma quadrilha fortemente armada. A explosão foi ouvida na região e alertou os policiais, que entraram em confronto com os bandidos.

Durante a perseguição, os bandidos chegaram a usar um caminhão para bloquear o trânsito no entorno do local atacado e impedir o acesso dos agentes. A Polícia Militar apreendeu uma metralhadora 50, usada pelo Exército dos EUA, e mais 10 fuzis, além de centenas de munições.

No total, dez suspeitos de participação no assalto foram presos após uma perseguição que chegou a ter sete reféns (quatro homens, uma mulher e duas crianças) sendo usados como escudos humanos, de acordo com a polícia.

Os suspeitos que foram presos serão encaminhados para serem ouvidos pela Polícia Civil, na sede da 5ª Regiões Integradas de Segurança Pública (Risp) e depois serão encaminhados ao presídio.

A ação ocorrida na madrugada levou pânico aos bancários e aos moradores da cidade e colocou mais uma vez em destaque a necessidade urgente de mais segurança nas agências.

Em 2018 foram registrados 3.388 ataques a agências bancárias, correspondentes bancários, postos dos Correios e casas lotéricas, um crescimento de 3% na comparação com o ano anterior (3.290 ocorrências). Os dados são da Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos, realizada pela subsecção do Dieese na Contraf-CUT.

Em nota, o Banco do Brasil informou que está colaborando com a polícia para a elucidação do ataque e disse que “mantém soluções de segurança e estrutura dedicada à mitigação dos efeitos de ataques criminosos às suas dependências. Esses mitigadores contribuíram para retardar a ação dos bandidos”.

Foto: L. Adolfo/Estadão Conteúdo