Juízes, dirigentes de entidades representativas de advogados, magistrados, auditores fiscais, servidores, Central Única dos Trabalhadores (CUT), CTB, UGT, NCST, Liga Operária, Força Sindical, CSP Conlutas, LPS e sindicatos se uniram nesta segunda-feira (21), em Belo Horizonte, em Ato Público em Defesa dos Direitos Sociais e da Justiça do Trabalho.

A Fetrafi-MG – Federação dos trabalhadores do Ramos Financeiro de Minas Gerais – apoia essa causa.

O protesto foi realizado em frente ao prédio do Tribunal Regional do Trabalho 3ª Região (TRT3), na Avenida Augusto de Lima, 1.234, Barro Preto.

A manifestação foi uma resposta à ameaça de extinção da Justiça do Trabalho pelo governo federal, proposta anunciada em declarações do presidente da República.

Além de Belo Horizonte e das demais capitais do país, ocorreram atos semelhantes nas cidades mineiras de Juiz de Fora, Governador Valadares, Muriaé, Coronel Fabriciano, João Monlevade, Uberaba, Contagem, Patos de Minas, Varginha, Pouso Alegre e Divinópolis.

Os atos por todo o país dão início a toda uma campanha em defesa da instância, que envolve o diálogo e o envolvimento da sociedade na luta pela permanência da Justiça do Trabalho.

A próxima ação será mobilização e Grande Ato em Brasília, no dia 5 de fevereiro.

Nesta terça-feira (22), centrais sindicais, entidades da Justiça do Trabalho e movimentos sociais vão se reunir, às 10 horas, no Instituto Declatra – Rua Rio Grande do Sul, 1.110, Bairro Santo Agostinho, para organizar uma manifestação conjunta, no próximo dia 5, em Belo Horizonte.

A Justiça do Trabalho está sendo ameaçada de extinção. O órgão foi instalado no Brasil por Getúlio Vargas, no dia 1º de maio de 1941, para julgar os litígios recorrentes das leis trabalhistas. Ele anunciou a CLT na década de 40, que vigora até hoje, garantindo as férias, 13º salário, adicional noturno, auxílio alimentação, assistência médica e odontológica, entre outros. Esses benefícios para os trabalhadores são frutos de uma resistência que agora está sendo ameaçada.

Fonte: Fetrafi-MG com informações de CUT-MG
Foto: Rogério Hilário