Bancárias e bancários da base de Belo Horizonte e região se reúnem, hoje (27) em Assembleia Extraordinária, para deliberar sobre a cobrança da Contribuição Sindical como forma de fortalecer a luta da categoria no enfrentamento aos ataques contra os trabalhadores.

A Assembleia ocorre, na sede do Sindicato, às 18h em primeira convocação e às 18h30 em segunda convocação.

É muito importante a participação de todos os bancários associados e não associados para que a decisão seja representativa e democrática, refletindo com transparência a vontade da categoria.

A nova lei trabalhista, que entrou em vigor em 2017, visa também destruir a atuação dos sindicatos para facilitar ainda mais a exploração dos trabalhadores pelos patrões. O atual momento é de resistência. Mais do que nunca, é necessário fortalecer a categoria para combater as demissões, as pressões que levam ao adoecimento, o aumento no número de agências digitais, o desmonte dos bancos públicos, entre diversas outras ameaças.

Além disso, o princípio da ultratividade – que garantia que os direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho seriam válidos até a assinatura do próximo acordo – também foi derrubado pela reforma trabalhista. Isto significa que, na próxima Campanha Nacional dos Bancários, todas as conquistas da categoria estarão em jogo.

Fortalecer a luta do Sindicato é aumentar a capacidade de enfrentamento dos trabalhadores para defender direitos duramente conquistados.

O QUE É A CONTRIBUIÇÃO SINDICAL

De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a Contribuição Sindical tem por finalidade promover atividades desportivas e sociais, congressos, encontros e conferências, assistência jurídica, prevenção de acidentes do trabalho, educação e formação profissional, entre outras.

Caso aprovada, ela será recolhida de uma só vez e corresponde à remuneração de um dia de jornada normal do empregado.

A distribuição dos recursos arrecadados observa o disposto no artigo 589 da CLT, sendo 60% destinados ao Sindicato que representa a categoria, 15% à Federação estadual, 5% à Confederação, 10% à Central sindical e 10% para a Conta Especial Emprego e Salário (CEES) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Fonte: Fetrafi-MG com Seeb-BH