A 19ª Conferência Nacional dos Bancários chega ao fim e aprova o plano de lutas, estratégias e resistência para a Campanha Nacional de 2018.

O Plano de Lutas é composto de ações em defesa do emprego e dos direitos, dos bancos públicos, da democracia, do movimento sindical e para as mesas temáticas de Saúde do Trabalhador, Igualdade de Oportunidades, Segurança Bancária e de Acompanhamento da Cláusula de Prevenção de Conflitos.

Foto: Jaílton Garcia / CONTRAF-CUT

“Tiramos uma estratégia de enfrentamento aos ataques e em defesa dos direitos e dos empregos, outra para as quatro mesas temáticas e também planos de ação e de luta em relação aos ataques que estão sendo aplicados contra o movimento sindical e de lutas gerais, como a defesa da democracia, e dos bancos públicos, que não se trata de uma luta corporativista, em defesa do emprego apenas”, disse Roberto von der Osten, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, destacou que as estratégias e ações tiradas na conferência vão ajudar a categoria no combate às mudanças na legislação que prejudicam os trabalhadores. “São rumos de ação para não deixarmos que a terceirização desmantele a categoria e para que não haja trabalho em jornadas exaustivas”, disse Ivone Silva.
A conferência teve início na sexta-feira, 28 de julho e contou com a participação de 603 delegados e delegadas de todo o país, sendo 64,5% homens e 35,5% mulheres.

Durante três dias os trabalhadores apresentaram painéis temáticos e debateram sobre a atual conjuntura, sobre as reformas e sobre a importância da luta em defesa de direitos.
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Moções
A 19ª Conferência Nacional dos Bancários aprovou ainda várias moções contra o governo golpista.

Uma delas é a moção de repúdio a reforma trabalhista, sancionada pelo presidente Michel Temer, na qual a classe trabalhadora e seus legítimos representantes – sindicatos e centrais sindicais – foram desconsiderados na discussão.

No Senado, as senadoras Fátima Bezerra, Gleisi Hoffmann, Vanessa Grazziotin, Lídice da Mata e Regina Souza representaram os trabalhadores contra a aprovação do projeto e enfrentaram as manobras conduzidas pelo Senado. Em apoio e solidariedade às essas mulheres de luta outra moção foi apresentada.
Em Repúdio ao Banco Mercantil do Brasil foi criada uma moção para combater as práticas do banco, que já fechou agências em diversas cidades do país e demitiu centenas de funcionários, inclusive dirigentes sindicais.
Os trabalhadores também são contra as tentativas dos governos Sartori e Temer, ambos do PMDB, de privatizar o Banrisul, Badesul e BRB para recuperação fiscal, apresentado pelo governo golpista como saída para a crise fiscal do estado.

Em apoio ao ex-presidente Lula e sua condenação sem provas, duas moções foram apresentadas, sendo uma delas com ênfase na ação popular para a anulação do impeachment.

A Moção de Repudio ao ataque ao Estado Democrático e de Direito no Brasil defende a punição exemplar de casos de corrupção de todos os envolvidos e que se julgam acima da lei seja presidente, juiz, parlamentar ou empresário. Os bancários repudiam o uso político da operação lava-jato na esteira da consolidação do golpe institucional, com vistas às eleições 2018.

E ainda a Moção Liberdade para Vaccari Já! repudia a manutenção da prisão preventiva e exige a imediata liberdade a um dos membros do Comando Nacional dos Bancários da CUT, João Vaccari Neto. Vaccari também é um dos fundadores da Contraf-CUT e ex-presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

Com informações de Fetrafi -MG e Contraf-CUT