Os bancários da base de Belo Horizonte e Região realizam nesta sexta-feira, 1º de dezembro, Assembleia Geral Extraordinária para discussão e deliberação acerca de paralisação das atividades no dia 5 de dezembro, terça-feira.

A Assembleia ocorrerá às 18h em primeira convocação e às 18h30, em segunda convocação, na sede do Sindicato, na rua dos Tamoios, 611, no centro de Belo Horizonte.

Após a entrada em vigor da reforma trabalhista, que destruiu direitos dos trabalhadores e comprometeu a atuação da Justiça do Trabalho, o governo Temer foca sua atenção em mais um golpe contra os brasileiros: a reforma da Previdência.

A nova proposta de Temer, que pode ser votada já no dia 6 de dezembro, precisa da aprovação de 308 dos 513 parlamentares da Câmara dos Deputados em dois turnos de votação. Em seguida, se aprovada, ela segue para o Senado.
Apesar de o governo dizer que fez mudanças para melhorar a proposta, a essência é a mesma: querem que cada vez menos brasileiros consigam se aposentar.

Os defensores da reforma continuam ainda repetindo o argumento falso de que há déficit na Previdência, o que não é realidade. Especialistas comprovam que não haveria déficit se o governo pagasse sua parte nas contribuições que mantêm o sistema de Seguridade Social no Brasil.

Fica cada vez mais claro que o chamado “ajuste fiscal” promovido por Temer visa beneficiar apenas os mais ricos às custas da classe trabalhadora. Não falta dinheiro para fazer publicidade das reformas que retiram direitos e para distribuir emendas a parlamentares às vésperas de votações importantes. Além disso, o governo tem perdoado dívidas bilionárias de bancos e grandes empresários.

Somada à nova legislação trabalhista, a reforma da Previdência de Temer representa uma verdadeira catástrofe para trabalhadoras e trabalhadores brasileiros.

Confira algumas das maldades da reforma da Previdência:

• Perda no valor da aposentadoria – A nova proposta vai diminuir o valor a ser pago aos trabalhadores em praticamente todas as faixas. Mesmo quem conseguir atingir a idade mínima imposta, mas contribuir, por exemplo, apenas 15 anos, que é o tempo mínimo exigido, vai receber apenas um benefício parcial, de cerca de 60% da média de todas as suas contribuições.
• Regras para servidores públicos – Os servidores públicos também entraram na mira de Temer. O tempo mínimo de contribuição para que eles tenham direito à aposentadoria será de 25 anos, com o valor correspondente a 70% da média salarial. Além disso, com as regras previstas na proposta reciclada do governo, para o servidor atingir o valor integral, que passará a ser o teto do INSS, de R$ 5.531,31 -, terá de contribuir por 40 anos.
• Aposentadoria somente aos 62 anos para mulheres e 65 para homens. É o fim da aposentadoria por tempo de contribuição.
• Para ter direito ao benefício integral da aposentadoria, será necessário contribuir por pelo menos 40 anos, o que é praticamente inviável no mercado de trabalho de alta rotatividade do Brasil.
• O cálculo dos benefícios das aposentadorias levará em conta todos os salários da vida laboral, mesmo os mais baixos do início da carreira.

Fonte: Seeb-Bh