Entre outros pontos da decisão cautelar anunciada na última quarta-feira (26/10), a CAIXA fica proibida de perseguir funcionários que tenham ajuizado ação e pesquisar o posicionamento político daqueles que tentam cargos de gestão.

Segundo o desembargador Pedro Luís Vicentin Foltran, do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, houve um aumento significativo nos casos de assédio no banco e “a entidade não vem adotando medidas práticas capazes de reduzir efetivamente ou extirpar esse tipo de ilícito”.

Pela liminar, o banco deve agir em no máximo 30 dias quando receber denúncias de assédio moral e sexual, concluindo o processo em no máximo 90 dias, assim como oferecer apoio psicológico à vítima e suporte para representação criminal contra o assediador.

Foi determinada multa diária no valor de R$ 10 mil por cada obrigação descumprida. O MPT (Ministério Público do Trabalho) cobra, também, o pagamento de indenização no valor de R$ 300 milhões pela omissão da empresa pública em apurar e punir os casos de assédio sexual e moral.

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com O Tempo e Folhapress

VIOLENTADAS VÁRIAS VEZES – pelo assediador Pedro Guimarães, pela omissão dos executivos e pela “nova” presidenta, Daniella Marques – as empregadas da Caixa de Juiz de Fora foram para as ruas, protestar e denunciar o desrespeito sem limites do atual presidente da República com as mulheres.

Em entrevista ao portal @metropoles (24/10) Bolsonaro afirmou não existir “nada de contundente” nas denúncias das trabalhadoras contra Guimarães, acusado de várias práticas de assédio, dentre elas, apalpar seios e nádegas, beijar e cheirar pescoços e cabelos, convocar funcionárias até seus aposentos em hotéis sob pretextos profissionais e recebê-las em trajes íntimos.

A secretária de Políticas Sociais da Fetrafi-MG e vice-presidenta do Sintraf Juiz de Fora, Lívia Terra, que é empregada da Caixa, relata que, após Bolsonaro manifestar novamente o desprezo pelas mulheres, ela recebeu várias ligações de colegas indignadas que propunham parar o trabalho para denunciar a truculência e desrespeito com trabalhadoras da Caixa.

“Ficamos arrasadas, mesmo sabendo que não podia esperar nada diferente do Bolsonaro, um homem que diz que pintou um clima quando viu meninas de 14 anos ‘arrumadinhas’. Pedro Guimarães sempre foi cúmplice do Bolsonaro em todas as suas atrocidades. Eles são amigos e, lógico que, machista e misógino como é, Bolsonaro não veria nada demais no presidente que escolheu para a Caixa assediar as trabalhadoras”, avalia.

A Fetrafi-MG continuará mobilizando e fortalecendo o movimento que cobra a punição exemplar dos assediadores da Caixa.


Inimigo das mulheres: Além da Caixa, líder do governo também se omitiu em caso de assédio

O deputado bolsonarista Ubiratan Sanderson (PL/RS), que é policial federal, recebeu, em 2020, denúncia de assédio sexual feita por uma funcionária da Caixa. O então vice-líder do governo na Câmara dos Deputados preferiu pedir que a vítima trouxesse “algo concreto”.

Segundo reportagem do portal Metrópoles, o deputado confirmou ter conversado com a trabalhadora e ouvido o relato, mas desconsiderou a denúncia e pediu provas.

A bancária disse que, durante uma viagem de trabalho ao Amapá, Guimarães a tocou sem sua permissão. Depois, enviou recados estranhos durante uma viagem à Paraíba. Após a recusa do assédio, a vítima passou a ser perseguida dentro do banco, mesmo tendo bom desempenho profissional.

A diretora executiva da Contraf-CUT, Eliana Brasil, lembra que já faz 90 dias que o escândalo estourou na imprensa e levou à queda de Pedro Guimarães. “A Caixa é maior do que tudo isso e não pode ter sua imagem arranhada por interesses escusos”, completou.

No dia 16 de setembro, a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), enviou ofício à Caixa solicitando informações. Até o momento o banco não respondeu. O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, destaca que, no Brasil, o assédio sexual é crime, definido no artigo 216-A do Código Penal.

Fonte: Baseada em informações da Contraf_CUT

Em áudio vazado, ex-presidente da Caixa diz que “segurou” executivo demitido por assédio

O ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, teve um áudio vazado no qual diz que “segurou” um executivo na cúpula do banco mesmo sabendo que ele havia sido demitido anteriormente do Itaú por assediar pelo menos dez mulheres.

O próprio Pedro está sendo investigado por acusações de assédio sexual e moral quando comandava o banco.

A declaração de Guimarães, foi obtido com exclusividade pelo Metrópoles. Segundo o colunista, o áudio foi gravado durante uma reunião na sede da Caixa, em Brasília, no início deste ano, quando então presidente da Caixa estava chamando a atenção de funcionários, que segundo ele, se comportaram mal durante a viagem de trabalho.

O “sermão” teria ocorrido depois dos funcionários terem tirado uma fotografia se abraçando com um grau de intimidade supostamente excessiva. Pedro Guimarães evocou o risco de a foto vazar e causar embaraços ao banco, neste momento ele cita Messias dos Santos Esteves, um dos vice-presidentes da Caixa àquela altura, que também aparecia na foto.

“Vê, tem o Messias ali, vou conversar depois, e vocês dois sabem… Por que que ele foi demitido? Por assédio. Ele foi demitido do Itaú por assédio. Assediou dez pessoas, dez mulheres. Tá aí. Tá aí a explicação. Tanto não é verdade que isso é uma coisa natural que se f…. todo, e eu que seguro”, afirma ele no áudio.

Messias Esteves foi nomeado vice-presidente de Logística e Operações da Caixa Econômica Federal pelo próprio Guimarães em dezembro de 2020. Depois, em maio de 2021, foi transferido para a vice-presidência de Risco. Ele permaneceu no banco mesmo após a queda de Guimarães, em junho deste ano, após os casos de assédio na Caixa virem à tona.

Fonte: Diário do Centro do Mundo/ Site Metrópoles

Denúncias de assédio sexual na Caixa seguem sem solução

No dia 28 de setembro completam três meses que as denúncias de assédio sexual contra Pedro Guimarães estouraram na imprensa. O escândalo, que causou a queda do ex-presidente da Caixa Econômica Federal, no entanto, levou apenas a processos disciplinares internos contra um ex-vice-presidente e um burocrata do administrativo. Pedro Guimarães e outros figurões do banco envolvidos ainda nada sofreram, segundo nota publicada nesta quinta-feira (15) na coluna Radar, no site de revista semanal.

“A Caixa, que sob a batuta da Daniella (Marques, presidenta do banco) se diz preocupada com as mulheres brasileiras, não faz andar as investigações das denúncias de crime de assédio sexual praticado contra suas funcionárias”, lamentou a diretora executiva da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Eliana Brasil, que é funcionária do banco. “Se existem investigações contra seu ex-presidente, o banco deveria divulgar o andamento das mesmas. Agindo como age, mais uma vez a atual gestão mostra que realmente está utilizando o banco para fins político-eleitorais”, completou.

“Parece que estão esperando a eleição passar para divulgar os resultados das apurações contra o bolsonarista Pedro Guimarães. Mas, para lançar e divulgar as medidas comerciais voltadas às mulheres, o banco não pôde esperar, claro! Esconde o que prejudica a candidatura do atual mandatário à reeleição à Presidência da República e divulga o que pode lhe beneficiar”, observou o dirigente da Contraf-CUT, Rafael de Castro, também funcionário da Caixa. “E o que mais incomoda é que a apuração e punição contra empregados são muito mais rápidas, já com os gestores são muito morosas”, completou.

Além dos processos disciplinares

O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, lembra que, no Brasil, o assédio sexual é crime, definido no artigo 216-A do Código Penal, que prevê a pena de detenção de um a dois anos.

“Assim como fazemos com todos os empregados e empregadas, defendemos o direito de ampla defesa nos processos disciplinares da Caixa. Mas, se apurada e comprovada a culpa, não se pode ‘passar a mão na cabeça’ somente porque trata-se de um ex-presidente do banco. Se é culpado, deve responder na Justiça comum pelo que fez, uma vez que o assédio sexual é um crime com pena prevista no Código Penal”, disse o presidente da Fenae. “Além disso, a legislação trabalhista também prevê indenização para reparação do dano causado às vítimas”, completou.

A Fenae enviou, nesta sexta-feira (16), ofício à Caixa, no qual solicita informações sobre a apuração das denúncias.

Entenda o caso

Pedro Guimarães foi acusado de assédio sexual por várias empregadas da Caixa. A informação foi divulgada no dia 28 de junho de 2022 pelo site Metrópoles. Em poucos minutos a notícia ganhou repercussão nacional, em especial na Câmara dos Deputados, onde vários parlamentares pediram em plenário a demissão do executivo.

Segundo a reportagem, no fim de 2021, um grupo de empregadas, ligadas ao gabinete da presidência da Caixa, rompeu o silêncio com uma denúncia, ao Ministério Público Federal (MPF), de assédios sexuais que vinham sofrendo. Desde então, o MPF toca as investigações em sigilo. Cinco das vítimas falaram à reportagem citada sob anonimato.

Nos testemunhos, elas contam que foram abusadas com toques em partes íntimas sem consentimento, falas e abordagens inconvenientes e convites desrespeitosos, por parte do então presidente da entidade. A maior parte dos relatos está ligada a atividades do programa Caixa Mais Brasil, realizadas em todo o país. Pelo programa, desde 2019, já ocorreram mais de 140 viagens, em que estavam Pedro Guimarães e equipe. Nesses eventos profissionais, todos ficam no mesmo hotel, onde ocorriam os assédios.

No dia 29 de junho, Pedro Guimarães entregou ao presidente da República, Jair Bolsonaro, seu pedido de demissão da presidência da Caixa.

Denúncias de assédio na Caixa: Empregadas e empregados foram “convidados” para 7 de setembro eleitoreiro

Matérias publicadas em diversos veículos de imprensa, nesta quinta-feira (8), apontando irregularidades cometidas pelo presidente Jair Bolsonaro, durante o bicentenário da Independência do Brasil, reforçam as suspeitas de que empregados da Caixa Econômica Federal tenham sido forçados a comparecer às atividades para dar volume de público e a aparência de apoio ao governo.

“A Caixa segue sendo ferramenta de uso político do governo Bolsonaro e de assédio moral”, denunciou o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, em matéria veiculada no site da entidade no dia 2 de setembro, logo depois de o portal Metrópoles informar sobre o envio de mensagens internas para os empregados, convidando-os para o desfile em Brasília.


Para o dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Rafael de Castro, os fatos ocorridos durante as celebrações e as matérias veiculadas pela imprensa nesta quinta-feira confirmam que as denúncias de uso político das Caixa precisam ser investigadas. “O que vimos ontem é a comprovação de que este governo queria montar palanque eleitoral utilizando dinheiro público e a estrutura do governo”, disse.

Para a diretora executiva da Contraf-CUT, Eliana Brasil, o “convite” feito a empregados e empregadas da Caixa tinha o objetivo de aumentar o número de pessoas nos atos e transparecer apoio político a Bolsonaro. “Sabemos que onde há fumaça há fogo”, disse Eliana ao afirmar que somente havia público nas atividades devido ao uso da máquina. “O ‘convite’ é uma fachada. Quem o recebeu sentiu a pressão em comparecer na atividade. É uma ferramenta de assédio moral”, concluiu.

Irregularidades

“Bolsonaro captura 7/9 com ameaças, machismo e comícios”, estampou o jornal Folha de S. Paulo em manchete de capa. Ainda na capa, o jornal afirma que “Jair Bolsonaro (PL) fez do 7 de setembro um palanque eleitoral”.

Já o jornal O Estado de S.Paulo diz que “ao mesclar as celebrações oficiais do bicentenário da Independência à campanha para promover sua candidatura à reeleição”, Bolsonaro “pode ter cometido infração eleitoral”, “supostamente infringindo a Lei da Ficha Limpa e a Lei Eleitoral”.

Impugnação

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) apresentou ação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com pedidos para investigar e tornar inelegíveis o presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu candidato a vice, Braga Netto (PL), por abusos de poder político e econômico nos atos de 7 de Setembro.

Fonte: Contraf_CUT

Com fotos de Pedro Guimarães, livros de R$ 500 mil sobre a Caixa encalham

Antes de sair da Caixa por causa acusações de assédio moral e sexual, Pedro Guimarães conduziu a produção de cem exemplares do livro ‘Caixa, o Banco de todos os brasileiros’.

O custo da brincadeira autocongratulatória de sua gestão? R$ 500 mil. E quem aparece nas cinco páginas de apresentação do exemplar? Sim, o ex-presidente da Caixa consta como figura ilustre em pelo menos cinco fotos. As informações são da coluna de Lauro Jardim, do O Globo.

A obra, que foi criada com o propósito de ser distribuída a autoridades, como o presidente da República, ministros de estado, presidentes da Câmara e do Senado, estava prevista para ser lançada em cerimônia com pompa no dia 30 de junho. Só que, na véspera, Guimarães caiu.

Assim, os volumes encalharam. A Caixa avalia agora a possibilidade de arrancar as páginas que exibem o ex-presidente e fazer uma edição digital para quem quiser conhecer, via internet, o trabalho do banco.

Fonte: O Globo- Coluna Lauro Jardim

Governo premiou Corregedoria da Caixa, que escondeu casos de assédio

Em entrevista à coluna em junho, Maria Rita Serrano, integrante do Conselho de Administração da Caixa, afirmou que havia questionado , em 2020, a Corregedoria sobre denúncias contra Pedro Guimarães. O órgão negou ter recebido relatos. As denúncias contra Guimarães, entretanto, começaram a ser feitas ainda em 2019, no primeiro ano do governo Bolsonaro.

Após a demissão de Guimarães, o banco tirou a Corregedoria do controle da Presidência da empresa e demitiu auxiliares do bolsonarista.

O ex-presidente da Caixa é investigado pelo Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho e Tribunal de Contas da União.

No ano passado, a Caixa recebeu o prêmio de terceiro lugar na categoria “responsabilização de agentes públicos” do Concurso de Boas Práticas da Rede de Corregedorias. A homenagem é promovida pela Controladoria-Geral da União (CGU). A estatal também foi homenageada com o segundo lugar na categoria “responsabilização de entes privados” e com o terceiro por “inovação”. Em 2020, a Caixa já havia sido agraciada com o primeiro lugar na categoria “inovação”.

Em dezembro de 2021, a Caixa fez um comunicado ao mercado para comemorar as condecorações: “Todos esses reconhecimentos expressam os esforços de uma gestão comprometida com a governança, transparência e integridade”.

O discurso oficial contrasta com a rotina de assédios na Caixa sob Guimarães, indicado para comandar o banco desde o primeiro dia do governo Bolsonaro. Nesse mandato, houve uma explosão de denúncias de assédio moral e sexual no banco.

Segundo documentos obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, de 2019 a julho de 2022, a Corregedoria recebeu 883 relatos de assédio moral, e 205 de assédio sexual. De 2015 a 2018, por exemplo, foram 332 de assédio moral, e seis de assédio sexual.

Em junho deste ano, a coluna de Rodrigo Rangel mostrou que cinco funcionárias denunciaram o então presidente da Caixa, Pedro Guimarães, por assédio moral e assédio sexual. Pelo menos uma das acusações de assédio moral foi engavetada.

Fonte: Site Metropoles

Pedro Guimarães tentou reajustar o próprio salário para R$ 80 mil

Quando ainda estava sob o comando de Pedro Guimarães, a Caixa Econômica Federal se moveu para engordar o contracheque dos principais executivos do banco. O salário do próprio presidente, que era de R$ 56,1 mil, passaria a ser de R$ 80,8 mil — o reajuste seria de quase 44%.

Além do salário mensal, Guimarães recebia uma valor extra de mais de R$ 130 mil por integrar conselhos de Administração de subsidiárias da Caixa e de empresas privadas das quais o banco é sócio.

A proposta de reajuste chegou a ser submetida a diferentes instâncias internas, inclusive às diretorias que também seriam beneficiadas pelo aumento, entre elas a que cuida de assuntos jurídicos.

O plano ficou pelo caminho porque o Ministério da Economia, ao qual a Caixa é subordinada, sinalizou que não chancelaria o gasto extra.

Pedro Guimarães, além de assédio, é acusado de mamata no governo Bolsonaro -Foto Rede Brasil Atual

Pelas planilhas elaboradas no processo que deu origem à proposta de aumento, o salário mensal dos vice-presidentes saltaria de R$ 50,2 para R$ 74,1 mil (mais 47,9%) e o dos diretores executivos passaria de R$ 41,8 mil para R$ 61,7 mil (mais 47,6%).

Dentro do governo, o argumento usado pelo time de Pedro Guimarães para tentar aprovar o reajuste era o de que a Caixa vinha tendo excelentes resultados, superiores aos do BNDES e do Banco do Brasil, e que, por isso, seria justo aumentar o salário dos principais executivos da instituição.

Foi da comparação com os salários pagos aos presidentes dos demais bancos públicos, aliás, que saiu a cifra pleiteada por Guimarães: o valor que ele queria ganhar, R$ 80,8 mil, era exatamente o da remuneração recebida pelo presidente do BNDES, Gustavo Montezano.

Pedro Guimarães deixou o comando da Caixa em 29 de junho, após a publicação de uma reportagem da coluna em que as funcionárias da Caixa o acusavam de assédio sexual.

Fonte: Site Metrópoles/Rodrigo Rangel

Pedro Guimarães foi alvo da primeira denúncia na Caixa com apenas 6 meses no cargo

 Afastado da presidência da Caixa Econômica Federal em junho após ser denunciado por assédio sexual contra funcionárias da Caixa (e pedir demissão), Pedro Guimarães já era alvo de denúncias internas desde julho de 2019, com apenas seis meses no comando da estatal. A informação é da Folha de São Paulo.

Antes de sua demissão, Guimarães também havia recebido outras seis denúncias internas: em julho e setembro de 2019, novembro de 2020, setembro de 2021 e duas em novembro do mesmo ano. A natureza das denúncias não foi especificada, então não é possível afirmar se eram relacionadas a assédio sexual, moral ou a outro tipo de conduta.

Após a saída do ex-presidente, outras sete denúncias surgiram, totalizando, então, 14 queixas contra ele até o momento. A Folha obteve estas informações em um documento do Ministério Público do Trabalho (MPT), que está investigando as denúncias contra Pedro Guimarães e o ex-vice-presidente do banco, Celso Leonardo Barbosa, também citado nos escândalos de assédio.

Em nota, o advogado de Guimarães, José Luis Oliveira Lima, alegou que “Pedro Guimarães nega taxativamente ter praticado ou estimulado qualquer ato de abuso, irregularidade ou ilegalidade. Por isso, está convicto de que apurações de qualquer natureza, sejam internas ou externas, vão concluir pela correção de seu comportamento.”

Baseada em Brasil 247 e Folha

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