Sindicatos de bancári@s aprovaram,por 78,37% dos votos, a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. O percentual considera os resultados apenas das entidades sindicais que utilizam a plataforma de votação eletrônica disponibilizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Na maior base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o acordo também foi aprovado. Com a aprovação, a CCT e os ACTs foram assinados no dia 02 de setembro.

A presidenta da Fetrafi-MG, Magaly Fagundes, parabenizou os bancários e bancárias que votaram pela aprovação da proposta considerando que foram meses de negociação e uma campanha muito dura. “Nós enfrentamos, tanto do lado da Fenaban quanto dos bancos públicos, um endurecimento muito grande e uma vontade de retirar direitos. A primeira proposta dos bancos já veio tentando retirar direitos que nós conquistamos com as lutas de anos e anos. Nós temos 30 anos da nossa CCP e eles queriam mexer em cláusulas que custamos a negociar, visando rebaixar direitos”, relatou.

A dirigente sindical cita como prova de que esta foi uma das negociações mais duras que a catgeoria bancária enfrentou, a ameaça dos bancos, a todo momento, de instaurar dissídio, se a proposta não fosse aprovada. “E em dissídio a gente sabe o resultado: infelizmente, trabalhador@s perderem direitos de anos”, fionalizou.

O acordo foi fechado após dois meses e meio de duras negociações, nas quais o Comando Nacional dos Bancários precisou arrancar da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) uma proposta para 2022 e 2023, com reajuste de 8% nos salários, aumento de 10% nos vales alimentação (VA) e refeição (VR), além de um adicional de R$ 1.000,00 em vale alimentação, a ser creditado até outubro de 2022. A proposta também prevê reajuste de 13% para o teto da parcela adicional da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) neste ano e, para 2023, aumento real de 0,5% (INPC + 0,5%) para salários, PLR, VA/VR e demais cláusulas econômicas. A nova CCT também traz avanços com uma cláusula sobre teletrabalho e também sobre assédio sexual e assédio moral (leia mais shttps://contrafcut.com.br/noticias/bancarios-arrancam-proposta-com-conquistas/obre o acordo).

“Precisamos analisar o resultado da campanha levando em conta a conjuntura de ataques aos direitos dos trabalhadores, com as seguindo uma orientação do governo para que sejam retiradas cláusulas de direitos e não houvesse reajustes acima da inflação, mesmo com a carestia que vemos nos preços”, analisou a presidenta da Contraf-CUT e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira. “Mesmo assim, conseguimos manter os direitos de nossa Convenção Coletiva, aumentamos o vale alimentação e a PLR (Participação nos Lucros e/ou Resultados) e obtivemos um reajuste nos salários bem próximo ao índice de inflação para este ano e a garantimos aumento real para todas as cláusulas econômicas em 2023. Os Sindicatos estão de parabéns, assim como toda a categoria, que participou massivamente das assembleias”, completou.

Fonte: Contraf_CUT

Reunião de 29/08/22

As negociações com a Fenaban foram até as 5h da manhã dessa terça-feira, 30 de agosto. Os bancos encerraram a negociação comm a tentativa de impor reajuste abaixo da inflação em troca da correção apenas no vale alimentação e refeição. 

A presidenta da Contraf_CUT, Juvandia Moreira, ressalta que já na mesa de negociação, o Comando já havia rejeitado a proposta de reajuste abaixo da inflação e avisado que a a categoria não abre mão de aumenrto real.

“Os bancos estão querendo colocar uma proposta para o ano que vem sem aumento real, sem ganhos, e uma proposta, já para este ano, com perdas. O Comando vai ficar de plantão na Contraf, até o final do dia. Já discutimos o calendário e estaremos reunidos a partir das 12h da quarta-feira para organizar o movimento e discutir os próximos passos da Campanha Nacional”, explica a dirigente sindical. 

Nesta quarta-feira, 31, os bancários e bancárias realizarão assembleias em todo o país e vão decidir os próximos passos da Campanha Nacional. “O que nós queremos é uma proposta decente, porque é impossível que o setor mais lucrativo da economia faça uma proposta tão rebaixada como esta”, ressalta Juvandia.

Na primeira parte da 18ª rodada de negociação do Comando Nacional com a Comissão de Negociações da Fenaban, composta pelo @itau@Bradesco@Santander_br@BancodoBrasil e Caixa (parte da manhã), os bancos já demonstram querer greve.

Reunião 25/08/22:

Depois de muita mobilização da categoria bancária, na mesa de negociação do dia 25, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) trouxe a proposta de reajuste da PLR de 100% da inflação. O Comando cobrou a proposta global, com aumento real dos salários e a Fenaban pediu pausa na negociação para avaliar.

A previsão é que os indicatos da categoria de todo o país realizem assembleias na sexta-feira (26), para que os bancários analisem a proposta da Fenaban e autorize o estado de assembleia permanente.

Conquista no Santander

No Santander, foi registrada uma conquista importante nas negociações desta quinta-feira (25). Na terceira rodada de negociação, o Banco recuou na proposta inicial da PLR, que era muito ruim. Permanece a regra atual dos programas próprios e mais PLR. Na semana que vem continuam as negociações de cláusulas sociais.

Reunião 24/08/22:

Na reunião de negociação com o Comando Nacional dos Bancários, nesta quarta-feira (24), os bancos trouxeram propostas que geram redução do percentual de PLR distribuído à categoria. Além disso, tentaram compensar o valor pago em programas próprios na parcela adicional. O Comando Nacional rejeitou a proposta em mesa.

Os bancos começaram a reunião propondo manter o texto da cláusula sobre PLR da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) atual, com correção de apenas 6,22% sobre o valor do teto. Com essa proposta, nos três maiores bancos privados do país (Bradesco, Itaú e Santander), o percentual de distribuição pela regra básica cairia de 4,97% do lucro distribuído em 2021 para 4,89% neste ano. Na parcela adicional, a redução seria de 1,69% para 1,63%.

Após a recusa do Comando e pausa na reunião, os bancos voltaram e apresentaram uma correção no teto de 6,73%. Com a nova proposta apresentada pelos bancos, o percentual distribuído nos três maiores bancos privados do país cairia de 4,97% do lucro distribuído em 2021 para 4,85% neste ano na regra básica. Na parcela adicional, a redução seria de 1,69% para 1,64%.

“Em 1995, os bancos já chegaram a distribuir, em média, 14% dos lucros a título de PLR. No ano passado caiu para 6,6% e agora querem reduzir ainda mais! É um absurdo!”, criticou a presidenta da Contraf-CUT e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira. No ano passado, foram distribuídos, em média, 45% dos lucros em dividendos aos acionistas e, para 2022, a média de remuneração anual da diretoria executiva dos maiores bancos está prevista para cerca de R$ 9 milhões por diretor, valor 11,1% maior do que o de 2021.

Ferramenta de assédio

Com relação ao interesse dos bancos de querer compensar os valores pagos pelos programas próprios na parcela adicional da PLR da categoria, o Comando ressalta que será utilizada como mais uma ferramenta de assédio moral.

“Os bancos, por meio de seus gestores, vão utilizar como argumento para aumentar ainda mais as cobranças abusivas pelo cumprimento de metas”, disse a presidenta da Contraf-CUT.

“Compensar programas próprios na parcela adicional da PLR deixa os trabalhadores ainda mais vulneráveis às cobranças de metas abusivas. Não vamos aceitar”, acrescentou a presidenta da Seeb/SP.

Reunião de 22/08/22: Hora do vamos ver

Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT, considera um verdadeiro “descaso com a categoria” a proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) na mesa de negociação do dia 22. “Querem impor perda salarial, nos tíquetes. Fecharam a negociação com o reajuste de 81% da inflação oficial (8,88%) nos vales de refeição e alimentação. Isso é realmente algo inaceitável já que a inflação de alimentos está em  16.7%”, relatou.

Por esses motivos, explica a dirigente sindical, a proposta foi imediatamente reajeitada. “Falamos para o respresentantes dos bancos que não adianta virem para a mesa com uma proposta dessas, de perda salarial, porque os bancários e bancárias não vão aceitar e vão continuar se mobilizando, debatendo a campanha, sobre o que fazer e agitando para sensibilizar os banqueiros e mandar o recado. Principalmente mandar um recado de que nós não vamos aceitar perdas salariais”, destaca Juvandia Moreira.

Reunião de 18/08/22:

A presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, avalia que, na negociação com a Fenaban do dia 18,  houve avanços em algumas questões, como no combate ao assédio sexual.

“Estamos avançando no teletrabalho e no combate ao assédio moral. Pela primeira vez o respresentantes dos bancos concordaram em colocar na convenção coletiva, que vamos discutir a cobrança de metas de banco a banco”, destacou. 

Porém, ressalta a dirigente sindical, os bancos não apresentaram a proposta econômica o que reforça a importância da mobilização nacional da categoria nesta sexta-feira. “Já em rodadas de negociações passadas, os bancos tinham que apresentar essa proposta. Está esperando o quê, Fenaban? Estão esperando o que banqueiros para fazer essa proposta econômica? Nesta sexta completam 12 rodadas de negociação. Está na hora de apresentar proposta. Os bancários estão no sufoco, querem a PLR maior, querem o vale-refeição e alimentação maior. E também aumento real nos salários”, cobra Juvandia Moreira.

Reunião de 15/08/22: Estabelecimento de metas e saúde bancária

O Comando Nacional dos Bancários debateu, nesta segunda,15, com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), sobre o estabelecimento de metas inatingíveis e a cobrança abusiva pelo seu cumprimento. “Até o levantamento apresentado pelos bancos constata maior adoecimento mental e físico dos bancários na comparação com outras categorias. Precisamos acabar com os geradores do adoecimento que, sabemos, está ligado ao assédio moral e à cobrança abusiva de cumprimento de metas inatingíveis”, disse a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que é coordenadora do Comando Nacional dos Bancários. “Mas, os bancos insistem que o adoecimento não tem origem na cobrança de metas”, diz.



A consultoria contratada pela Fenaban apresentou dados com base em números dos próprios bancos. “É claro que os números dos Recursos Humanos dos bancos não vão apontar as metas como causa do adoecimento. Nós ouvimos a categoria, que disse o contrário. As metas são sim a principal causa do adoecimento”, disse a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região (Seeb/SP), Ivone Silva, ao lembrar da Consulta Nacional 2022, respondida por mais de 35 mil bancários, dos quais 77% acredita que a cobrança excessiva pelo cumprimento de metas causam cansaço, fadiga e preocupação constante; 54% dizem que causa desmotivação, vontade de não ir trabalhar, medo de estourar; 51% diz causar dor, formigamento nos ombros, braços ou mãos; 44% que causa crise de ansiedade e pânico (veja outros resultados no gráfico).

“As metas são estabelecidas de cima para baixo e existe muita pressão para que elas sejam atingidas”, observou o secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, Mauro Salles. “As bancárias e os bancários não estão satisfeitos com a forma como as metas são estabelecidas e cobradas. E muito menos com o aumento dos objetivos a serem atingidos após o seu cumprimento. É aquela história de querer mudar a regra do jogo com a partida em andamento”, completou.

O tema volta a ser discutido na próxima rodada de negociações, que será realizada na quinta-feira (18).

Fonte: Contraf

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Reunião de 11/08/22: Cláusulas Econômicas

A presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, avalia que, na negociação de 11/08, houve avanço na negociação na pauta do teletrabalho. “Os bancos já apontaram que várias das nossas reivindicações serão atendidas. Nós temos uma preocupação de que tenha o fornecimento dos equipamentos, como os notebooks, para os bancários e as bancárias trabalharem. O banco vai fornecer o computador ou os recursos para que o bancário adquira esse equipamento”, relatou. A dirigente sindical lembrou que há, ainda, a equiparação de direitos:  quem tiver em teletrabalho não vai ter um salário menor porque está no teletrabalho 

Outro ponto essencial da minuta, destaca, é o respeito à jornada. “Você não pode trabalhar mais do que a sua jornada estabelecida na lei, no acordo coletivo ou no contrato com o banco. Também defendemos o respeito ao direito de desconexão, ou seja, se eu estou fora da minha jornada, estou no meu descanso, eu não posso ser importunada pelos gestores e nem ser chamada para trabalhar”, defende. 

A ajuda de custo é outro ponto que Juvandia reforçou como essencial. “Para fazermos um acordo de teletrabalho, tem que ter ajuda de custo, porque o trabalhador está tendo um custo maior. Esperamos que os bancos avancem neste sentido e vamos continuar cobrando deles,” reafirmou. 

Reunião de 08/08/22 – Tema: Participação nos Lucros e Resultados

Na negociação de 8 de agosto, sobre PLR (Participação nos Lucros e Resultados), a representação d@s bancári@s levou a reivindicação para que, na distribuição, a categoria tenha um montante maior.

Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo e da coordenação do Comando Nacional, destacou, ao final que é possível atender a reivindicação porquealguns balanços comprovam que os lucros dos bancos continuam cada vez maiores. “Somos nós que damos os lucros para os bancos, então, é importante que  a categoria bancária realmente seja valorizada, com uma participação maior”, defende.

Como a Fenaban respondeu que ainda não tem nenhuma proposta sobre a PLR, o Comando cobrou que na próxima negociação (11 de agosto), a representação patronal tenha propostas para todas as reivindicações. “Esperamos que no dia 11 realmente a categoria bancária tenha um retorno da Fenaban. Entregamos nossa minuta no dia 15 de junho e até o momento tivemos apenas promessas de que vamos avançar em alguns pontos, mas nenhuma resposta concreta. Não tem sentido esperar até o final de agosto”, disse.

Maior distribuição

Em 1995, os grandes bancos distribuíam cerca de 14% dos lucros a título de PLR. Esse percentual caiu ao longo dos anos, mesmo com reajustes nos valores, mudanças nos parâmetros e introdução da parcela adicional. Em 2021, nos três maiores bancos privados, a média foi de 6,6%. A categoria reivindica maior distribuição dos lucros.

Reunião de 03/08/22 – Tema: Cláusulas Econômicas

Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT, fez balanço da mesa de negociação desta quarta-feira (03/08), que debateu com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) as cláusulas econômicas da campanha nacional.  Ela explica que, junto com a pauta que a categoria bancária reivindica, entre outros pontos, aumento real e aumento maior no vale-refeição/alimentação d@s bancári@s, foram apresentados os dados do custo de vida no Brasil, como o aumento do combustível e dos alimentos, itens que estão impactando muito na vida dos trabalhadores e trabalhadoras. 


Enquanto o Procon de São Paulo aponta que, para comprar uma cesta básica com produtos de higiene e limpeza, precisa-se de R$1.251, e o Dieese mostra que para comprar uma cesta básica, sem produtos de limpeza, são necessários R$777,00, o tíquete da categoria é de R$644,00. Ou seja, não dá para comprar nem uma cesta básica sem produtos de limpeza. Logo, é urgente um reajuste maior no vale-refeição/alimentação.

“Além do custo de vida, ainda tem o descaso do Governo Bolsonaro em relação à situação de desvalorização dos salários da classe trabalhadora. A tabela do imposto de renda, por exemplo, só vai tirando renda líquida do bolso do bancário e da bancária. Então, deixamos muito claro para os banqueiros o que nós queremos: a reposição da inflação, com de aumento real de 5%, além de aumento maior para os vales refeição e alimentação. Eles – os banqueiros reclamam do custo de uma agência bancária, mas também ganham muito mais que a média dos outros setores,” ressalta Juvandia Moreira.

A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região (Seeb/SP), Ivone Silva, que também é coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, reforçou o pedido de aumento maior para o VR e VA. “Estamos em um momento de carestia de todos os produtos, e os bancários já nos trouxeram a necessidade de um aumento, pois não estão conseguindo se alimentar como antes”, disse.

Remuneração dos bancários

Desde 2017, as despesas dos bancos com pessoal caíram 15% em termos reais. A remuneração média da categoria caiu 2% em termos reais desde 2014 o que, somado à redução do emprego, levou a uma redução na massa salarial de 20% no setor desde 2014. Se considerado um período maior, desde 2004, quando a categoria passou a obter ganhos reais nos salários, a remuneração média dos bancários cresceu 12%. No mesmo período, o lucro dos bancos aumentou 222%.

A Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e a remuneração variável estarão na pauta da próxima reunião, que será realizada na segunda-feira (8).

Reunião de 01/08/22 – Tema: Saúde e Condições de Trabalho

Agosto começou com a negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) sobre dois pontos muito importantes: saúde e condições de trabalho.

Segundo levantamento do Dieese, com base em dados do INSS, nos últimos cinco anos, o número de afastamentos nos bancos aumentou 26,2%, enquanto no geral a variação foi de 15,4%,uma variação entre os bancários foi 1,7 vezes maior do que a média dos outros setores.

Adoecimento mental

Na mesa foi destacado que as mudanças do setor financeiro levaram a alterações, também, no tipo de doença que mais acomete bancários e bancárias. Se antes as enfermidades comuns eram LER e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (Dort), agora é o adoecimento mental.

“Nós apontamos na mesa de negociação o grande problema do adoecimento mental, ou seja, estresse, depressão, síndrome do pânico ou crise de ansiedade, que a categoria, em especial das áreas comerciais, vive. Também cobramos avanços na questão da saúde, com a melhoria nas metas, que estão gerando adoecimento”, relata a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira.

“Os bancos começaram a reunião dizendo que as metas não geram adoecimento, que não é um problema apenas dos bancários, mas da sociedade. Mas nós comprovamos, pelos dados , que o adoecimento mental na categoria bancária é maior do que em outras categorias,” ressalta a dirigente sindical.

Juvandia defende que a forma de cobrança das metas e como elas estão estabelecidas (toda semana) são fatores que impedem que a maioria d@s trabalhador@s consiga atingi-las. “A meta tem que ser estabelecida por no mínimo três meses, e tem que ser factível. É isso que nós esperamos avançar para garantir a saúde mental de todos e todas”, explica.

“Além dos riscos ergonômico e psicossocial, surgiu o risco o biológico, relacionado à Covid-19, para tensionar e adoecer ainda mais os bancários”, acrescentou na reunião o secretário da Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, Mauro Salles. “Os bancos precisam tratar esta questão com foco na saúde e não econômica, na busca de mais lucro”, completou.

Na mesa, destaque também para as denúncias de assédio moral e sexual que levaram à queda do ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães. “Estes são exemplos típicos do assédio que acontece no dia a dia em diversas agências e departamentos bancários em todo o país e que têm levado os bancários ao adoecimento”, disse Juvandia.

Novas cláusulas

A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva, reforçou a necessidade de inclusão de novas cláusulas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) considerando a conjuntura sanitária do país e a importância de se estabelecer protocolos sanitários para se evitar o contágio e propagação da Covid-19 e de outras doenças.

Após o Comando apresentar diversos casos concretos,a Fenaban aceitou analisar as propostas da categoria.

A próxima reunião de negociação nacional com a Fenaban está marcada para quarta (3) e debaterá cláusulas econômicas.

(Com informações da Contraf-CUT)

Reunião de 28/07/22 – Tema: Segurança Bancária

Na reunião de negociação da quinta-feira, que debateu a segurança bancária, a nossa representação reafirmou para Fenabam que a prioridade é a integridade física e a vida das bancárias, bancários e clientes.

No balanço ao final da mesa, Ivone da Silva, da coordenação do Comando Nacional d@s Bancári@s,
destacou que a proposta da Fenaban para a
retirada de portas e vigilantes das agências, principalmente das unidades que não trabalham
com numerário, as chamadas agências de negócios, não teve a concordância dos representantes da categoria porque os sistemas de segurança são muito importantes para a
proteção dos clientes e dos funcionários das agências.

“Sugerimos a criação de um Grupo de Trabalho para
discutirmos essas propostas, mas a Fenaban não aceitou o GT. Então, vamos
continuar esse debate e outros nas nossas próximas rodadas de negociação, ” afirma a dirigente sindical.

Reunião de 26/07/22- Tema: Teletrabalho

Na reunião de negociação com os bancos, representantes d@s bancári@s defenderam a pauta relacionada ao teletrabalho, tendo como principais reivindicações ajuda de custo e o cumprimento da jornada, ponto que visa preservar a vida privada da pessoa que atua em casa. “Esse cumprimento de jornada significa tempo para a família do trabalhador, para ele cuidar da saúde, para fazer exercício físico e cuidar da saúde da família e é necessário que a gente avance e coloque essas garantias na convenção coletiva, que vale para todos os bancos”, relata a presidenta da Contraf, Juvandia Moreira.

A maioria das bancárias e dos bancários que estão no teletrabalho, hoje,  reclamam que não têm um escritório em casa, e, por isso,  precisam trabalhar na sala, na cozinha, no quarto, ou como diz a grande maioria, na sala. “Nós queremos ter uma garantia para esses trabalhadores de que vão ter equipamentos dos bancos para o trabalho, como uma cadeira com ergonomia adequada, para que não sintam tantas dores musculares,” explica Juvandia. 

Na avaliação da dirigente, foi sinalizada a possibilidade de avanços em alguns dos pontos da minuta, porém existem problemas relacionados, por exemplo, à  “reivindicação de  ajuda de custo e ao cumprimento da jornada. E esses são pontos que para nós são essenciais,” destaca.

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