Muitos bancários e bancárias se espantaram com o desconto retido na fonte sobre seus salários e sobre a primeira parcela da Participação nos Lucros e/ou Resultados recebida em setembro.

O economista Gustavo Cavarzan, do Dieese, cita a falta de correção da tabela do Imposto de Renda como responsável pelas perdas financeiras. Desde 2015 a tabela não tem correção, enquanto a PLR e os salários aumentaram. Em consequência, alguns trabalhadores subiram de faixa de tributação e passaram a ter porcentagem maior de desconto.


A presidenta da Contraf_CUT, Juvandia Moreira, considera absurda a situação: a gente lutar para arrancar dos bancos o reajuste nos salários e vemos o que conquistamos ir para os cofres do governo devido à falta de reajuste nos valores das faixas de tributação. Ela destaca o descumprimento da promessa de corrigir a tabela de IR, feita em campanha pelo atual presidente.

Cálculos do Dieese apontam que, por exemplo, quem tem salário bruto de R$ 5.000, caso a tabela tivesse sido corrigida pelo IPCA acumulado de 2015 até 2022, teria, no ano, R$ 3.175,42 a menos de tributação em seus salários (veja tabela com outras faixas salariais).

IR da PLR

A falta de correção da tabela do IR também corrói os valores da PLR dos trabalhadores. Mas, desde 2013, existe uma tabela com faixa de valores diferenciada para esse ganho. A taxação da PLR começa para quem recebe a partir de R$ 6.677,56. A de rendimentos mensais começa a partir de R$ 1.903,99.

Antes, a tributação da PLR seguia a mesma tabela da tributação mensal dos salários. Em 2013, a então presidenta Dilma Rousseff (PT) aumentou o valor de isenção da PLR para R$ 6.000,00 e criou uma tabela exclusiva para PLR, com descontos muito menores para os trabalhadores.

Fonte: Contraf_CUT

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