A Comissão de Organização dos Empregados (COE) Estadual do Itaú Unibanco se reuniu na última quinta-feira (31), na sede da Fetrafi-MG, na capital mineira, para discutir emprego, remuneração, o fechamento de agências, e a realocação de funcionários. Os debates também integram a pauta da COE Nacional.

O Itaú Unibanco comunicou o fechamento de quatro agências da base da Fetrafi-MG (três na capital mineira e uma em Cataguases) durante o mês de novembro. Segundo o coordenador estadual da COE, Ramon Peres, a comissão também tem notícias de que em dezembro ocorrerão mais fechamentos.  “Estamos organizados para enfrentar esse momento complicado onde o banco, para manter seus lucros, quer demitir bancários e diminuir postos de trabalho. Exigimos que o banco realoque os funcionários que possam ter sua agência fechada. Faremos o que for preciso para garantir o emprego dos trabalhadores”, afirmou o dirigente.

Durante a última reunião da COE nacional o banco apresentou um novo modelo de agência mais tecnológico e diferente do atual. A disponibilização de rede wifi nas agências gerou apreensão nos representes da comissão em relação ao cumprimento da legislação estadual que proíbe o uso de celulares dentro das agências e da lei municipal de Belo Horizonte que obriga a existência de biombo de caixa. “O banco não mostra preocupação nenhuma com a segurança de seus funcionários e clientes”, disse Ramon Peres.

 

A reunião desta quinta-feira discutiu o planejamento de uma campanha nacional em defesa do emprego, contra o assédio moral e contra o fechamento de agências. O dirigente estadual explica que as demandas levantadas serão encaminhadas à COE nacional para a definição de uma estratégia de campanha. “Faremos também, entre os meses de novembro e janeiro, uma nova pesquisa sobre os programas Agir, SQV e Vai Que Dá, para saber a opinião dos bancários e os problemas existentes”, encerrou.

Imprensa Fetrafi-MG