Funcionárias e funcionários do Banco do Brasil foram surpreendidos na manhã desta terça-feira (21) com um Comunicado a Administradores com novas orientações para as dependências. Entre as “novas orientações” está a possibilidade de retorno ao atendimento presencial dos funcionários que coabitam com grupo de risco.

O comunicado diz que o “funcionário com autodeclaração de coabitação: passa a se enquadrar nas formas de trabalho disponíveis, como os demais funcionários do Banco que não pertencem ao grupo de risco, a partir de 27/07”.

Procurado pela reportagem da Fetrafi-MG, um funcionário do BB da capital mineira explicou que na manhã desta terça surgiu um boato no WhatsApp sobre o comunicado emitido pelo banco. “É um absurdo o banco fazer essa comunicação unilateral, ainda mais considerando que estamos no pico ou no platô da contaminação. Se a preocupação com a saúde dos funcionários e familiares valia em março, no início da pandemia, por que agora não vale mais? Estou muito resistente a essa volta”, afirmou.

Por coabitar com familiares que fazem parte do grupo de risco da Covid-19 e em função do aumento no número de casos na capital mineira e região metropolitana, ele explica que, assim que recebeu a notícia, procurou o Seeb-BH. “Até o momento meu gerente não solicitou meu retorno. Mas já fiquei sabendo que alguns funcionários de outros setores já foram chamados. Provavelmente, caso ocorra mesmo essa decisão do banco, vou procurar meus direitos pela via judicial”.

Sem estabelecer critérios médicos para os retornos e nem a necessidade do retorno ao trabalho nas agências e nos escritórios, o documento tem levado gestores a solicitar a volta irrestrita dos funcionários.

Sindicato dos Bancários de BH e região rechaça essa decisão do banco. Para a diretora, Luciana Bagno, que representa os trabalhadores nas negociações com o BB, “a medida expõe desnecessariamente a vida dos familiares dos funcionários e sequer foi negociada com os sindicatos”.

A Comissão de Empresa dos Funcionários do BB já entrou em contato com o Banco do Brasil exigindo uma solução para o problema.

 

Da Fetrafi-MG, com informações do Sindicato dos Bancários de BH e Região