As políticas afirmativas instituídas pelo presidente Lula, reparando dívidas sociais históricas do processo civilizatório brasileiro, que através das cotas e dos programas socais, ampliaram e ascenderam as oportunidades dos negros e negras no mercado de trabalho brasileiro, hoje estão ameaçadas pelo atual sistema político, onde há um projeto que pretende colocar tudo a perder.

Institucionalizado por uma minoria branca, o racismo que hoje define a nossa sociedade esta presente nas redes sociais, nas ruas, nas escolas, em competições esportivas, nos ambientes de trabalho o que, infelizmente ainda fazem parte do nosso cotidiano.

Segundo dados do IBGE, cerca de 50% da população total do Brasil é negra, um contingente de 100 milhões de brasileiros e brasileiras. Toda a sociedade e, isto se inclui o grande capital, precisa refletir a importante da colocação dos afrodescendentes na sociedade, e consequentemente no desenvolvimento do nosso país.

O dia 20 de novembro reforça que as mulheres e os homens negros de todo pais, precisam ainda lutar incessantemente e resistir pela busca de igualdade, respeito e pela garantia de direitos.

Novembro é um mês que tem um sentido simbólico e político no processo de sensibilização, politização e conscientização sobre as práticas racistas. Portanto o dia 20, dia da Consciência negra, é um registro que marca a luta dos negros para superar e desconstruir o preconceito sócio racial tão enraizado em nossa cultura, cuja mentalidade escravocrata infelizmente ainda permanece.

Marlene Tomé de Souza
Secretaria Geral Fetrafi-MG/CUT
Diretora Jurídico Sintraf Divinópolis/MG