Trabalhador@s, estudantes, desempregad@s e integrantes de movimentos populares realizam nesta quarta-feira (30), em Brasília, um ato nacional em defesa da soberania, de direitos e de emprego. A concentração da atividade será às 10 horas, no Teatro Nacional.

Na programação da mobilização está prevista uma marcha que vai passar por vários ministérios, entre eles o de Minas e Energia, o da Educação e o da Economia. A mobilização deve terminar em frente ao Congresso Nacional, que tem a responsabilidade pela aprovação de todos os retrocessos que o governo encaminhou para análise e votação.

“O projeto Bolsonaro é de entregar as empresas públicas, nossas riquezas e a soberania, essenciais para o desenvolvimento do país e fundamentais para fazer o Brasil voltar a crescer”, disse o secretário-geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues. “Entendemos que parte da soberania nacional também diz respeito a financiar serviço público de qualidade, como educação e saúde. A entrega das empresas estatais e de nossas riquezas significa também não ter investimento em políticas públicas tão importantes para enfrentar a desigualdade social do país”, afirmou o dirigente.

Em plenária realizada pela CUT Brasília no último dia 22, o presidente da CUT Nacional, Sérgio Nobre, disse que o ato do dia 30, o primeiro convocado após o 13º Congresso Nacional da CUT, deve ser um marco do repúdio da classe trabalhadora e da sociedade à privatização das estatais. Segundo ele, embora as dificuldades presentes e crescentes, “não podemos deixar de fazer a resistência”. Para isso, Nobre avalia que a estratégia dos sindicatos que organizam a classe trabalhadora não pode ficar restrita aos locais de trabalho, mas deve também “chegar às feiras, praças, ruas”. “A greve dos trabalhadores é muito importante para impedir a privatização das estatais, mas temos que fazer a sociedade entender que essas empresas são instrumento de defesa do povo”, disse Nobre, que frisou: “só ganhando a opinião pública para nosso projeto que vamos derrotar o governo Bolsonaro”.

A Central de Movimentos Populares (CMP), Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo já confirmaram participação na atividade. Também foram confirmadas as participações de caravanas de São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Bahia e outros estados.

Fonte: CUT Brasília e CUT Nacional