Hoje é o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha e a luta por direitos está apenas no início. Ainda é longo o caminho para reduzir as desigualdades e para que se tenha o reconhecimento a que todos têm direito.

A população negra corresponde a 53% dos brasileiros – cerca de 97 milhões de pessoas – mas, mesmo sendo maioria, é uma população sub-representada no Legislativo, Executivo, Judiciário e ainda luta para eliminar desigualdades e discriminações.

No caso das mulheres negras a situação é ainda pior. Mulheres Negras na política e em cargos de poder ainda é minoria. E a luta para reduzir e reparar essas desigualdades tem que ser constante.

Na América Latina e no Caribe são cerca de 200 milhões de pessoas que se identificam como afrodescendentes.

O movimento social negro só foi ouvido e passou a fazer parte da agenda política, a partir do governo ex-presidente Lula.

Sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, a Lei nº 12.987/2014 criou o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.

Tereza de Benguela foi uma líder quilombola que viveu durante o século 18. Com a morte do companheiro, Tereza se tornou a rainha do quilombo, e, sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas, sobrevivendo até 1770, quando o quilombo foi destruído pelas forças de Luiz Pinto de Souza Coutinho e a população (79 negros e 30 índios), morta ou aprisionada.

FEMINISMO NEGRO – o dia 25 de julho foi definido como o Dia da Mulher Afro-latino-americana e Caribenho. A data comemorativa foi criada a partir de 1992, em Santo Domingo, na República Dominicana, com a realização do 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, com a criação da Rede de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas.