Financiárias e financiários de Minas Gerais, sob a coordenação da Fetrafi-MG, concluíram negociação em que conquistaram, junto às financeiras com sede no estado (Economisa, Mercantil do Brasil Financeira, Financeira Estrela e Zema Financeira), uma proposta de acordo com reajuste e a manutenção dos direitos da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) por mais dois anos.

Para 2020, os trabalhadores conquistaram reajuste de 3,10% nos salários mais abono de R$ 1.300,00. Demais verbas e benefícios serão reajustados em 4,77%, com base na inflação calculada pelo INPC. Já para 2021, foi assegurado reajuste que garante aumento real de salário, com a reposição da inflação (INPC) mais 0,5% nos salários e demais verbas.

A Fetrafi-MG/CUT, que representa a categoria nas negociações, orienta a aprovação da proposta em Assembleia virtual que será realizada em breve.

Para a presidenta da Federação dxs trabalhadorxs no Ramo Financeiro de Minas Gerais, dada a difícil conjuntura que atravessamos, a proposta que contempla xs empregadadxs vinculadxs às financeiras com sede em MG foi muito positivo, alcançando um índice de reajuste muito próximo do INPC cheio e garantindo aumento real para a categoria em 2021.

“Além das cláusulas econômicas que constituem uma proposta de acordo robusto, as financeiras concordaram em assinar um aditivo incluindo cláusulas nos moldes do que foi negociado pelxs bancárixs com a Fenaban, com o objetivo de coibir a violência contra a mulher dentro e fora do ambiente de trabalho, o que é de fundamental importância para garantir o combate a essa mazela social que tanto afeta aquelas que representam mais da metade da população brasileira e também 48% da força de trabalho das financeiras”, afirmou a dirigente.

A título de um triste exemplo, segundo o 14º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, no Brasil foram registrados 110.791 casos de lesão corporal dolosa contra mulheres no 1º semestre de 2020. Apenas no estado de MG foram 10.768 casos.

Hoje, 25/11, é o dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher.

*Em colaboração com o SEEB-BH