Dirigentes sindicais de todo o país participaram na tarde desta terça-feira (14), por videoconferência, do Encontro Nacional dos Funcionárixs do Bradesco. A atividade foi conduzida pela coordenadora nacional da Comissão de Organização dos Empregados (COE) Bradesco e presidenta da Fetrafi-MG, Magaly Fagundes.

 

Durante a abertura do encontro, a dirigente nacional afirmou que a unidade da categoria é o principal instrumento de resistência da Campanha Nacional 2020. “Iniciamos a nossa campanha em meio a uma série de desafios. Desde o início da pandemia temos priorizado a preservação da vida e da segurança dxs bancárixs nas negociações com o banco. Precisamos de unidade para buscar um caminho que priorize os trabalhadores e as trabalhadoras”, enfatizou Magaly.

 

O vice-presidente da Contraf-CUT e diretor do Seeb-RJ, Vinicius de Assunção Silva, alertou que a categoria irá enfrentar sérios desafios para manter a mesa única de negociações já que alguns bancos públicos e privados já sinalizaram a intenção de romper com a mesa. “Um dos grandes debates que temos hoje é a questão da comunicação. Assegurar o diálogo com xs bancárixs é fundamental para garantirmos a nossa conquista. Estamos fazendo história nesse momento de pandemia e com um governo que ataca a classe trabalhadora”.

 

A economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Vivian Machado, apresentou os destaques do primeiro trimestre do Bradesco. Apesar da queda nos lucros da instituição nos primeiros três meses deste ano houve um crescimento de 5% do crédito. “Houve uma queda no lucro, mas teve lucro graças aos créditos tributários. Pelo crescimento da carteira de crédito, mesmo com o cenário de crise, os bancos estavam otimistas. Agora estão mais reticentes. Somente no final desse mês, com a divulgação do balanço do semestre vamos conhecer os impactos da pandemia nos lucros dos bancos”.

 

O sociólogo e professor universitário, Clemente Ganz Lúcio, fez uma análise de conjuntura do atual cenário político no Brasil. Ele analisou os impactos da pandemia da Covid-19 sobre o emprego e o mundo do trabalho e destacou o papel dos sindicatos. “Precisamos construir uma agenda ousada de desafios. Temos que ter competência política para construir a unidade e fazer a diferença na história. Devemos assumir o protagonismo histórico que os trabalhadores sempre tiveram e ter ousadia e para disputar a nossa visão de futuro”.

 

Resoluções

O encontro também definiu a garantia da mesa única; a garantia do emprego; a defesa da CCT, o Teletrabalho; Fora Bolsonaro e a defesa das Empresas Públicas, como pautas prioritárias a serem levadas para debate na 22ª Conferência Nacional dos Bancários, que será realizada na próxima sexta-feira (17) e sábado (18), também por videoconferência. Também foi aprovada a minuta específica do Bradesco com a inclusão das propostas dos encontros regionais e estaduais.

 

Da redação da Fetrafi-MG/CUT