Lula no 1o depoimento ao juiz Sérgio Moro, em maio.

Caravanas de várias regiões do país prestam solidariedade ao ex-presidente

“Lula irá receber a solidariedade do povo na praça depois do depoimento” afirmou o vice-presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) e ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em coletiva de imprensa na sede do partido no Estado do Paraná.

A segunda Jornada da Democracia, que acontece hoje (13) em Curitiba, levou milhares de pessoas de vários cantos do país para se solidarizar com o ex-presidente Lula em seu depoimento ao juiz Sérgio Moro.

Lula está sendo ouvido na ação penal em que é acusado de ter recebido propina da Construtora Odebrecht na compra de um terreno que seria para o Instituto Lula, que a própria construtora comprou e vendeu sem nunca ter pertencido ao Instituto.

Na mesma ação, Lula é acusado de ser dono do apartamento vizinho àquele em que mora, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Segundo a denúncia do Ministério Público, essa propina seria contrapartida por favorecimentos da construtora em contratos com a Petrobrás.

“É uma perseguição política o que a justiça está fazendo com Lula. Não ha embasamento jurídico em nenhuma condenação. Se quiser continuar fazer palco politico terá palco politico”, destacou Padilha.
“Lula não se acha nem acima e nem abaixo da lei. Nós acreditamos na inocência dele e a justiça não vai querer cometer fraude eleitoral tirando a possibilidade de Lula ser candidato em 2018”, completou.

Ato de solidariedade tem várias atividades e aulas públicas sobre a operação Lava Jato.

O ato da segunda Jornada da Democracia terá um formato diferente do que aconteceu em maio. “Será uma atividade didática e explicativa que envolve outros atores, além dos movimentos sociais e sindicais”, explicou Padilha.

Terão aulas públicas sobre a soberania nacional e os desmontes das riquezas e patrimônio do povo brasileiro, medidas de exceção do atual governo, entre outros assuntos.

Com informações de CUT.