Nós das federações e sindicatos que compõem o Comando Nacional dos Bancários, reunidos esta semana, em São Paulo, na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), homenageamos a vereadora Marielle Franco, do PSOL do Rio de Janeiro, que foi brutalmente executada na noite do dia 14 de março.

A luta que ela desempenhava em defesa da população empobrecida das periferias e favelas do Rio de Janeiro é digna de orgulho por todos nós. Marielle lutava não apenas contra a violência praticada por militares contra a população destas localidades, sobretudo contra negros e negras. Lutava contra todo tipo de discriminação e auxiliava, inclusive as mulheres viúvas de policiais militares mortos, que são obstruídas em seu direito de receber indenizações e pensão do Estado em decorrência da morte de seus maridos durante trabalho para a Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Por meio da atuação de Marielle, muitos policiais e seus familiares puderam perceber que a luta por direitos humanos, ao contrário do que o senso comum acredita e propaga, não é uma luta “em defesa de bandido”. A defesa dos direitos humanos, como sabemos e defendemos, é a defesa dos direitos mais básicos de toda a população, como a defesa de um sistema de saúde digno e de qualidade, da educação pública de qualidade, da moradia, do transporte público e do amparo do Estado aos trabalhadores que pagam seus sistemas de Previdência e merecem receber o retorno dos recursos que pagaram quando chegar o momento de sua aposentadoria, quando estiverem impossibilitados de trabalhar, ou quando forem mortos no desempenho de suas funções.

Sabemos que essa luta pelos direitos de todos é exercida por todos os ativistas de direitos humanos. Mas, precisou a vereadora Marielle ser executada para isso ficar patente.

Toda a população que luta por uma sociedade na qual haja justiça para todos perde muito com a morte de Marielle, uma incansável batalhadora pelos direitos de todos.

É por isso que não apenas homenageamos a vereadora Marielle pelo seu trabalho, mas também repudiamos o seu assassinato e a forma como o mesmo foi executado. Mais do que repudiar, não vamos sossegar se não houver uma rigorosa apuração para que se encontre os culpados. Para que todos, não apenas aqueles que puxaram o gatilho, sejam julgados e condenados.

Marielle lutava por justiça para todos. Nós, exigimos justiça para Marielle. Assim como ela lutava pelo amparo das vítimas da violência no Rio de Janeiro, também exigimos que a família de Marielle seja amparada. Não apenas financeiramente, mas também receba o aparo de ver os culpados julgados e punidos.

Marielle. Presente! Sempre.

Comando Nacional dos Bancários