Em mais uma rodada de negociação, nessa terça-feira (7), em São Paulo, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) levou à Mesa uma proposta que abrange apenas o reajuste da inflação nos salários, PLR, vales e verbas econômicas, sem aumento real.

Ainda não foram apresentadas respostas para as reivindicações sobre saúde, emprego, terceirização e outros temas que foram debatidos nas cinco rodadas anteriores e que garantem os direitos conquistados.

Os bancos querem alterar cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, segundo eles, para garantir segurança jurídica, mas não apresentaram a redação dessas modificações.

Uma nova rodada de negociação ficou agendada para o dia 17 de agosto (sexta-feira).

O Comando Nacional dos Bancários se reuniu, avaliou a proposta e indica sua rejeição nas assembleias a serem realizadas nesta quarta-feira (8) por sindicatos da categoria em todo o país.

“A proposta apresentada não atendeu às principais reivindicações da categoria e não garante a manutenção dos direitos, por isso, mais do que nunca, é essencial a união e participação de todos nas assembleias em seus sindicatos”, diz Magaly Fagundes, presidenta da Fetrafi-MG e membro do Comando Nacional dos Bancários.

Agenda de ações

Na sexta-feira (10 de agosto), o Dia do Basta, a categoria vai abrir mais tarde as agências e departamentos bancários e participar das atividades locais que serão realizadas por sindicatos de diversas categorias contra os ataques aos direitos dos trabalhadores, o desemprego e a retirada de direitos.

No dia 15 de agosto (quarta-feira) será realizado um Dia Nacional de Luta em defesa dos bancos públicos e contra a resolução 23 da CGPAR, em Brasília, em frente ao Ministério da Fazenda, e repercutido nos estados que não puderem participar do ato em Brasília.