Por que o presidente genocida e seu inútil exército insistem em querer comemorar o famigerado 31 de março? E na verdade o golpe militar de 64 foi em 1 de abril. Mais apropriado por ser o Dia da Mentira.

E por que devotos fanáticos acompanham a sandice? Por ignorância e desprezo pela vida e a liberdade.

Além de mortes, torturas, desaparecimentos, exílios, censuras, perseguição a políticos, professores, jornalistas e intelectuais também deixou uma herança maldita na economia. Empobreceram ainda mais nosso país.

Durante a ditadura militar o salário mínimo caiu 50% em valores reais. Foram precisos 30 anos para recuperar o poder salarial dos mais pobres. Muito do arrocho salarial se deu por causa da intervenção dos militares nos sindicatos.

Nesse período a concentração de renda foi acentuada. O 1% mais rico acumulou mais riqueza e os mais pobres viraram miseráveis.

A escola pública no Brasil era conhecida pela qualidade e foi deteriorada. Sumiram as verbas para a educação pública.

A inflação foi galopando como os cavalos do General Figueiredo. Em 1985, fim do regime, chegou a 251% ao ano. Quatro anos depois foi a quase 2000% em 12 meses.

A dívida externa cresceu 30 vezes. Quando os milicos tomaram o poder o país devia US$ 3,4 bilhões. Quando devolveram à democracia em 1985 já era mais de US$ 100 bilhões. O endividamento que era de 15,7% passou para 54% do PIB. Em valores atualizados, a dívida deixada pelos militares seria de US$ 1,2 Tri.

E teve muita corrupção. Mas ninguém podia falar.

Então pergunto: o que há para comemorar?

* Rogério Tavares é bancário e dirigente sindical