Mostrando falta de responsabilidade social e na contramão dos esforços locais para diminuir o contágio da Covid-19, o Banco do Brasil mantém em trabalho presencial funcionários que não atendem presencialmente o público e, portanto, poderiam executar suas tarefas em casa. Sem necessidade, o BB contribui para que mais pessoas saiam às ruas, usem o transporte coletivo e se aglomerem em escritórios fechados com 20 ou mais pessoas que têm que compartilhar banheiros e cozinhas minúsculas.

Vários funcionários têm ligado e mandado mensagens para os dirigentes sindicais assustados e revoltados por entenderem que poderiam realizar o trabalho em home office.

O Sindicato conversou com o Banco sobre a questão, mas não recebeu respostas satisfatórias. Apesar de alguns gestores terem liberado funcionários para o trabalho remoto durante esta fase da pandemia, outros estão irredutíveis e insistem em fazer com que bancários saiam de casa sem necessidade, aumentando a circulação das pessoas em um momento em que toda sociedade deve fazer um esforço para diminuir o contágio.

Como as conversas não surtiram o efeito desejado, o Sindicato está encaminhando uma denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e irá denunciar o caso à Prefeitura de Belo Horizonte por descumprimento às medidas de restrição.

O Sindicato, desde o começo da pandemia, vem negociando com os bancos medidas para resguardar vidas. Infelizmente, o atendimento ao público em agências foi classificado como serviço essencial, impossibilitando o fechamento total das agências bancárias. A entidade defende que os serviços fora das agências podem e devem ser feitos de forma remota, somando esforços à diminuição de circulação de pessoas.

“Exigimos o bom senso dos gestores do BB e que providenciem para que os serviços internos sejam executados em teletrabalho”, afirmou Rogério Tavares, funcionário do Banco do Brasil e diretor do Sindicato.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região