O segundo dia da 19ª Conferência dos Trabalhadores do Ramo Financeiro começou com uma abertura solene feita pela Presidenta da Fetrafi-MG/CUT, Magaly Fagundes. Após convidar para compor a mesa os presidentes dos sindicatos associados e a presidenta da CUT MG, Beatriz Cerqueira, ela fez uma saudação sobre os temas a serem abordados no dia, destacando a pauta da categoria bancária e a importância de chamar os banqueiros a negociar com seriedade.

Magaly reiterou a importância da discussão com a base, destacando que a desinformação atualmente está muito grande. “Esse papel é nosso. Temos que fazer a discussão do que esta acontecendo e vai acontecer e dos riscos para os trabalhadores, como a escravidão e o assédio”.

Eliana Brasil, Presidenta do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte, destacou que a pauta da categoria bancária se tornou a pauta de todos os trabalhadores. “Somos um todo e só estando juntos podemos derrubar esse monstro que está acabando com nossas conquistas. Mas a gente não desiste e nunca para de lutar”, disse.

Wagner Nascimento, Coordenador da Comissão de Empresas dos Funcionários do BB, disse que a 19ª Conferência está sendo muito importante e que a categoria já reconheceu que tem que focar em como será a luta até o vencimento do contrato. ‘É um tempo novo pra nós e não se pode perder o foco nessa conjuntura complicada e na luta contra as reformas. Vamos pra cima do Congresso e dos bancos, que patrocinam o golpe”, afirmou.

Beatriz Cerqueira, Presidenta da CUT MG, fez uma saudação de afeto e guerra, destacando a necessidade de uma vigilância permanente para que não nos deixemos contaminar pelo ódio. “A saudação é de afeto porque não podemos esquecer a fraternidade, a capacidade de respeitar e dar a mão ao outro. Esse é um reaprendizado que nós temos que fazer. Mas é guerra porque o momento exige. Temos que nos rearticular para dar resposta ao que estamos enfrentando. Ela falou também que não se pode encarar uma derrota como o fim da guerra.”

Num momento de descontração, a presidenta da CUT/MG disse ser fã da presidenta Magaly Fagundes, da Fetrafi-MG, “porque presidentas em movimentos sindicais “quebram a unha e cavam seus espaços. E esse é o caminho correto, da luta. A luta de gêneros é tão importante como a de classes, disse.”

A mesa de abertura solene foi composta pela presidenta da Fetrafi-MG/CUT, Magaly Fagundes, presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, presidenta da CUT-MG, Beatriz Cerqueira, o presidente do Sindicato dos Bancários de Patos de Minas, Ivan Gomes, o presidente do Sindicato dos Bancários de Ipatinga, José Carlos Bragança, o presidente do Sindicato dos Bancários de Juiz de Fora, Watoira de Oliveira, o presidente do Sindicato dos Bancários de Divinópolis, Djalma Biata, o presidente do Sindicato dos Bancários de Uberaba, Baltazar Luzia, o presidente do Sindicato dos Bancários de Teófilo Otoni, Paulo Cerqueira, e o presidente do Sindicato dos Bancários de Cataguazes, José Antônio.

Nessa manhã acontecem ainda exposições sobre a Conjuntura Nacional e Estadual; Defesa dos Bancos Públicos e Empresas Públicas e o Ramo Financeiro e as Reformas.