Sindicatos da base da Fetrafi-MG e da CUT participaram nesta terça (23) do Dia Nacional de Luta contra demissões, fechamento de agências, pressão, assédio moral por metas abusivas e aumento da insegurança no Bradesco.

O Sindicato dos Bancários de Uberaba e Região realizou nesta terça (23) manifestações na porta de quatro unidades do Banco Bradesco. Também houve paralisação das atividades nas agências. Apenas em Uberaba, o banco demitiu 20% do seu quadro de funcionários em pouco mais de um ano e fechou duas agências em um período um pouco maior.

“Em setembro de 2020, eram 125 trabalhadores no Bradesco. Em novembro de 2021, eram 99 em Uberaba e na região”, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários de Uberaba e região, Diego Bunazar.

A falta de segurança é um ponto forte da realidade das bancárias, dos bancários e de clientes do Bradesco. A instituição deixou de usar o nome de “agência” e criou a “unidade de negócios” para retirar as portas de segurança e dispensar vigilantes, além de parte das bancárias e dos bancários. Recentemente, um trabalhador foi agredido em um local de trabalho em Uberaba ao tentar impedir a ação de um criminoso.

“Estamos fazendo um Dia Nacional de Luta e a Campanha de valorização dos funcionários do Bradesco. Estamos destacando a sobrecarga de trabalho e metas abusivas que estão sendo submetidos os funcionários. Mas também as demissões, fechamento de agências e a forte insegurança nos locais de trabalho para bancários e clientes”, ressalta Bunazar.

 

Belo Horizonte

Em BH, o Seeb-BH realizou um ato em frente à agência 0464 (Comércio), localizada na avenida Amazonas, 298, no Centro de BH.

Mesmo com lucro de R$ 19,6 bilhões entre janeiro e setembro de 2021, o Bradesco já demitiu mais de 3.400 bancários, de acordo com cálculos da Comissão de Organização dos Empregados (COE). Os desligamentos ocorrem mesmo em meio à situação difícil da economia e da maior crise sanitária dos últimos 100 anos, a pandemia do coronavírus.

Para Giovanni Alexandrino, funcionário do Bradesco e diretor do Seeb-BH, “não há justificativas para que uma empresa com lucro dessa proporção continue colocando pais e mães de família no olho da rua. Estamos em luta e não mediremos esforços para barrar esta falta de responsabilidade social”.

Leonardo Marques, também funcionário do Bradesco e diretor do Seeb-BH, destacou a importância da mobilização. “Neste Dia Nacional de Luta, também estamos pressionando a diretoria do banco para que resolva, de imediato, a questão estrutural desta unidade (agência Comércio), para que bancários e bancárias tenham melhores condições de trabalho”, afirmou.

“É fundamental intensificar a mobilização para lutar contra a reestruturação que o Bradesco vem fazendo, fechando agências, precarizando o atendimento e explorando os bancários, com atendimento em uma única agência física para um público de mais de 300 mil pessoas”, completou Geraldo Rodrigues, funcionário do banco e representante dos trabalhadores na Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco.

 

Juiz de Fora

Em Juiz de Fora, o Sindicato do Bancários da Zona da Mata e do Sul de Minas realizou atoo em frente a uma agência do Bradesco contra o assédio moral. O secretário geral do Sintraf-JF, Robson Marques, cobrou a contratação de mais funcionári@s e respeito aos clientes do banco.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com informações dos sindicatos