A CAIXA é nossa! Esse foi o grito ecoado durante ato realizado nesta quinta-feira, 25, em Belo Horizonte, em defesa da CAIXA 100% pública. Empregadas e empregados se mobilizaram, juntamente com movimentos sociais, em frente à agência Santo Agostinho para dizer não ao fatiamento e à privatização do banco, destacando a importância de seu papel social no desenvolvimento do Brasil.

O ato, promovido pelo Seeb-Bh, contou com a presença dos presidentes de todas as APCEFs do país, que estão em BH para a realização do Inspira Fenae, da representante eleita dos empregados no Conselho de Administração da CAIXA, Rita Serrano, do presidente da Fenae, Jair Ferreira, do coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da CAIXA (CEE/Caixa), Dionísio Reis, e da deputada estadual Marília Campos (PT).

Também participaram representantes de movimentos que lutam por moradia, como a Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam), a União Nacional por Moradia Popular (UNMP), a Central de Movimentos Populares (CMP) e o Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM).

Tendo início em Belo Horizonte nesta quinta-feira, os protestos se estenderão por todo o país com a realização de um Dia Nacional de Luta nesta sexta, 26 de abril. Os trabalhadores denunciam as ameaças do governo contra o banco e as medidas que já estão sendo tomadas para a destruição de seu papel social.

“A defesa da CAIXA dialoga com a defesa dos interesses do povo brasileiro, pois é o banco da moradia, do saneamento, que abre as portas para a população mais humilde de norte a sul do país. Por isso, o Sindicato e os bancários sempre estarão na linha de frente da proteção à CAIXA”, afirmou Fernando Arantes, empregado da CAIXA e diretor do Sindicato.

Nos seus 158 anos, a CAIXA participa da vida dos brasileiros atuando como principal agente das políticas públicas, levando desenvolvimento a todas as regiões do país. Agora, Bolsonaro e Paulo Guedes caminham a passos largos para vender este patrimônio ao mercado financeiro, entregando suas áreas mais rentáveis.

Entre ações do atual governo contra o patrimônio do banco e dos brasileiros, estão o leilão das loterias instantâneas (Lotex), marcado para 9 de maio, a venda da participação do banco no IRB Brasil, a promessa de venda da área de cartões da CAIXA e a preparação da venda da participação na Petrobras.

“Desde janeiro, está sendo implementado um processo de desmonte do Estado, de desmantelamento das políticas públicas e do patrimônio público nacional. As consequências disso serão nefastas para o povo e cada direito que perdermos agora levará anos para ser retomado. Por isso, temos que nos unir para construir agora o nosso futuro e fazer o Brasil voltar para o rumo do desenvolvimento. A luta continua”, afirmou a representante dos empregados no Conselho de Administração da CAIXA, Rita Serrano.

O leilão da Loterias Instantânea (Lotex), que seria realizado no dia 26 de abril e foi adiado para 9 de maio, representa uma grande perda para os brasileiros. Em 2017, as loterias da CAIXA arrecadaram quase R$ 13,9 bilhões. Desse total, cerca de R$ 5,4 bilhões foram transferidos aos programas sociais do Governo Federal relacionados à seguridade social, à educação, ao esporte, à cultura, à segurança e à saúde. Isto significa que 37,1% do valor arrecadado foi destinado ao desenvolvimento do país. Com a venda, o repasse social deverá ser reduzido para apenas 16,7%.

Além disso, importantes políticas públicas estão em risco com o desmonte da CAIXA. Responsável pela administração do FGTS, pelo pagamento do Bolsa Família e por grande parte do crédito habitacional do país, o banco fomenta o desenvolvimento e é instrumento essencial na luta contra a desigualdade.

“A CAIXA é fundamental para as políticas sociais e financia 70% de todas as habitações do país. Não podemos permitir que acabem com uma empresa que tem tanta relevância social e, por isso, estamos aqui defendendo o banco, o patrimônio do povo e o Brasil”, destacou o vice-presidente da Fenae, Sérgio Takemoto.

Já Jair Ferreira, presidente da Fenae, explicou que o ato em Belo Horizonte foi realizado para defender a CAIXA, as empresas públicas e os serviços públicos. “O que o atual governo está fazendo é acabar com os direitos e a organização dos trabalhadores, querendo acabar inclusive com a proteção social prevista na Constituição de 1988. Já vimos esse filme antes e precisamos estar juntos para mostrar ao governo e à população que esta política perversa prejudica diretamente todos os brasileiros”, afirmou

Nessa quinta-feira, 25, completam-se três meses da tragédia causada pela Vale em Brumadinho. Para marcar o momento, o Sindicato promoveu uma intervenção durante o ato, com a Cia dos Aflitos, para denunciar os crimes praticados pela mineradora contra os brasileiros e o meio ambiente.

Tragédia de Brumadinho

Veja abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=JlGNZyvdtvw

Fonte: Seeb-Bh

Fotos: Alessandro Carvalho