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A democracia brasileira enfrenta um novo sinal de alerta. Denúncias de tratamento desigual na atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com questionamentos sobre decisões que restringem manifestações de apoio à candidatura de Lula e favorecem, na prática, o bolsonarismo, exigem atenção da sociedade.

A Justiça Eleitoral precisa agir com transparência, coerência e imparcialidade, sem permitir que suas decisões comprometam a igualdade entre candidaturas e a confiança popular nas instituições.

O alerta é ainda mais grave diante do histórico recente do país. Em 2022, a democracia resistiu a uma tentativa de golpe, mas as instituições precisam ser permanentemente protegidas. A experiência demonstra que ataques à ordem democrática começam, muitas vezes, pela descredibilização das eleições, pela hostilidade à imprensa e pela tentativa de subordinar instituições a interesses eleitorais.

No cenário internacional, grandes empresas de tecnologia também ameaçam a qualidade do debate público ao favorecer a circulação de desinformação e conteúdos extremistas. O alinhamento de setores das big techs aos interesses políticos de Donald Trump amplia a preocupação com a manipulação das redes sociais para influenciar eleições e fortalecer a extrema direita, inclusive no Brasil.

Diante desse cenário, é fundamental denunciar práticas autoritárias, exigir transparência das plataformas digitais e cobrar que a Justiça Eleitoral cumpra seu papel constitucional com absoluta independência e isenção.

A democracia brasileira não pode baixar a guarda. O risco é permitir que aqueles que já atentaram contra ela voltem a ameaçá-la, agora também por meio do uso eleitoreiro de instituições que deveriam protegê-la.

Um TSE instrumentalizado por ministros que, na prática, atuem como cabos eleitorais do bolsonarismo representa uma grave ameaça à igualdade eleitoral e à soberania popular.

Não podemos permitir que o autoritarismo encontre terreno livre, colocando em risco a democracia, os direitos da classe trabalhadora e as políticas sociais.

A Fetrafi-MG une-se às instituições democráticas na defesa das liberdades, dos direitos sociais e da vontade soberana do povo brasileiro.

Quem já tentou uma vez romper a democracia pode tentar novamente. Por isso, protegê-la é uma tarefa permanente.

Direção da Fetrafi-MG


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