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A Fetrafi-MG realiza, neste sábado (25/04), o Encontro Estadual d@s Bancári@s de Bancos Públicos e Privados, em Belo Horizonte. O encontro reúne bancári@s dos bancos do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Bradesco, Santander, Mercantil e Inter.

Na mesa de abertura com presidentes e representantes de todos os oitos sindicatos filiados à Federação, o  presidente da Fetrafi-MG, Carlindo Dias (Abelha), destacou a importância dos encontros estaduais, especialmente em ano de campanha salarial e eleições presidenciais. “É destes encontros que tiramos nossas pautas para construir nossa minuta de reivindicações. É fundamental mantermos nossa unidade nesse momento”. 

A mesa conjunta abordou a Conjuntura Política e Cenário Eleitoral no Brasil para este ano. O debate foi feito pelo jornalista e influenciador digital Ricardo Mello. Os principais desafios para o campo progressista apontados por ele são a desinformação, a desconfiança da população na mídia profissional, os falsos religiosos, as big techs com algoritmos tendenciosos, as interferências externas, como as de Trump, e as interferências internas, como as do mercado financeiro. 

Apesar dos desafios e das pesquisas que apontam a desaprovação da população em relação ao atual governo Lula, os últimos quatro anos trouxeram recordes em  queda do desemprego, queda do dólar, maior renda média da história, crescimento da indústria e do investimento estrangeiro no Brasil, saída do mapa da fome e volta as 10 maiores economias do mundo. 

Mesmo com estes resultados positivos, para Ricardo, a falsa percepção da realidade, que leva a desaprovação do governo progressista, é gerada especialmente pela guinada do conservadorismo. Incentivado pela extrema direita, o conservadorismo gera medo e torna a população mais suscetível a seitas eleitorais, que ignoram propostas e conquistas em prol de determinados candidatos. “O Brasil é um dos principais países democráticos ainda governados pelo campo progressista, pois o mundo inteiro está passando por uma guinada conservadora. O Brasil, neste contexto, se apresenta como resistência no cenário internacional”, destacou.

Ricardo ressaltou ainda que é fundamental que o Brasil continue sendo resistência ao conservadorismo promovido pela extrema direita porque “o extremismo corrói  a democracia por dentro, atacando e enfraquecendo as instituições, como podemos observar no movimento contra o STF”. 

Para ele, apesar dos desafios, o atual governo tem a seu favor a máquina pública, a memória popular e a união de todos os partidos da esquerda. Assim, os fatores que podem ser decisivos nestas eleições serão a capacidade de comunicação, a agilidade contra fake news, a mobilização real e virtual, o apoio das mulheres e o comportamento de Trump. “O cenário é positivo do ponto de vista econômico, mas negativo do ponto de vista da comunicação. Portanto será uma eleição apertada em que qualquer coisa pode ser decisiva. Por isso, precisamos estar engajados para evitar a volta da extrema-direita”.

As atividades seguem pela tarde em grupos de trabalhos divididos por bancos, para debate de propostas específicas de cada um.


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